Gestão de Marketplaces

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Criado por: Fernando Henrique Kerchner

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Gestão de Marketplaces (Amazon, Mercado Livre)

A trajetória histórica dos marketplaces e a gênese do comércio centralizado

A compreensão profunda da gestão de marketplaces contemporâneos exige um mergulho nas raízes históricas do comércio humano, revelando que a essência de conectar múltiplos vendedores a uma massa de compradores é uma prática que atravessa milênios de civilização. Muito antes dos algoritmos de busca e dos centros de distribuição automatizados, a necessidade humana de trocar bens e serviços já moldava os espaços de convivência e progresso econômico. As feiras medievais representam o embrião mais claro do que hoje chamamos de marketplace; artesãos, agricultores e mercadores viajavam distâncias consideráveis para convergir em um único ponto geográfico. Essa centralização criava uma eficiência de mercado inédita para a época: o comprador encontrava uma variedade de itens que sua vila isolada não oferecia, enquanto o vendedor ganhava acesso a uma densidade populacional que justificava sua produção excedente. Esse princípio de concentração da oferta e da demanda para gerar valor mútuo é exatamente o mesmo que sustenta gigantes como a Amazon e o Mercado Livre no século vinte e um.

Com o advento da Revolução Industrial e a melhoria dos sistemas de transporte e comunicação, o comércio à distância evoluiu para o modelo de venda por catálogo no final do século dezenove. Empresas pioneiras perceberam que poderiam atuar como curadoras de uma vasta gama de produtos, enviando catálogos impressos para regiões remotas e utilizando o sistema postal para a entrega. Embora o modelo fosse proprietário, ou seja, a empresa vendia o seu próprio estoque, ele plantou a semente da conveniência e da escolha ilimitada no imaginário do consumidor. A grande ruptura, contudo, ocorreu com a comercialização da internet na década de 1990. Foi nesse período que a tecnologia permitiu que o modelo de “feira” fosse transposto para o ambiente digital, eliminando as barreiras físicas e permitindo que qualquer pessoa com um computador pudesse se tornar um vendedor global. A fundação da Amazon em mil novecentos e noventa e quatro e do Mercado Livre em mil novecentos e noventa e nove no contexto latino-americano marcou o início de uma era onde o marketplace deixou de ser um local físico para se tornar uma infraestrutura digital complexa e onipresente.

Atualmente, vivemos a maturidade dessa evolução, onde o marketplace não é apenas um site de vendas, mas um ecossistema completo que integra logística, serviços financeiros, publicidade e tecnologia de ponta. A gestão desses canais tornou-se uma disciplina estratégica indispensável para qualquer negócio que deseje escala e relevância no mercado global. O modelo evoluiu de uma simples listagem de produtos para um sistema de confiança mútua, onde a plataforma atua como garantidora da transação através de sistemas de reputação e proteção ao comprador. Compreender essa jornada histórica é fundamental para perceber que o sucesso no marketplace moderno depende da capacidade de equilibrar a herança milenar da negociação comercial com o domínio das ferramentas digitais que permitem alcançar milhões de lares com a precisão de um clique.

O conceito de destruição criadora na revolução dos ecossistemas digitais

Para analisar a gestão de marketplaces sob uma ótica estratégica profunda, é essencial recorrer ao conceito de destruição criadora, popularizado pelo economista Joseph Schumpeter. Schumpeter descrevia o desenvolvimento econômico como um processo incessante de convulsão interna, onde novos métodos de produção, tecnologias e formas de organização surgem para tornar os modelos antigos obsoletos. No comércio, a ascensão dos marketplaces representa essa força de destruição que desmantela a necessidade do varejo físico capilarizado e do estoque descentralizado em lojas de bairro. Essa transição destrói o modelo de distribuição linear herdado do século vinte para criar um ambiente onde a performance é medida pela eficiência da rede e pela capacidade de oferecer o menor preço com a maior conveniência logística possível.

Schumpeter identificou tipos de inovação que são os motores dessa mudança e que se manifestam plenamente nos marketplaces. A introdução de novos métodos de organização da indústria é talvez o exemplo mais forte: plataformas como o Mercado Livre não são apenas lojas, mas infraestruturas que permitem que milhares de pequenas empresas operem com a sofisticação de uma multinacional. Um exemplo prático disso ocorre quando um pequeno fabricante de acessórios de couro no interior do país utiliza o sistema de logística integrada (Fulfillment) da plataforma para entregar seus produtos em vinte e quatro horas em uma capital distante. Essa inovação de processo destrói a vantagem competitiva que as grandes redes de varejo físico possuíam anteriormente baseada apenas na localização privilegiada de suas lojas, democratizando o acesso ao mercado através da tecnologia.

A gestão estratégica em marketplaces exige a coragem de destruir práticas que parecem seguras mas que impedem a escala. Inovações organizacionais, como a substituição de vendedores de balcão por algoritmos de precificação dinâmica e sistemas de publicidade interna (Ads), exemplificam essa quebra de paradigma. Se uma empresa insiste em manter processos de atendimento puramente manuais e lentos, ela será inevitavelmente engolida pela destruição criadora da automação que as plataformas impõem. A lição de Schumpeter para o gestor de marketplace é que o sucesso não reside na manutenção do controle absoluto sobre cada detalhe, mas na capacidade de se integrar a fluxos de rede globais, transformando a volatilidade competitiva em uma oportunidade para redefinir o valor entregue ao consumidor final.

Inovação aberta e o fluxo de valor entre vendedores e plataformas

A transição do modelo de comércio fechado para o paradigma da inovação aberta, conceituado por Henry Chesbrough, é o que sustenta a vitalidade dos marketplaces modernos. No passado, as empresas de varejo operavam como fortalezas, controlando rigidamente seu mix de produtos e mantendo em segredo suas estratégias de fornecimento. No entanto, o paradigma da inovação aberta sugere que o conhecimento e os ativos estão distribuídos e que as organizações mais inteligentes são aquelas que criam plataformas para que outros possam inovar sobre elas. No marketplace, isso se traduz no fato de que a plataforma (como a Amazon) abre sua infraestrutura tecnológica, seus dados de tráfego e sua rede logística para que milhões de vendedores externos possam prosperar, gerando um valor coletivo que seria impossível para a empresa sozinha.

O fluxo de conhecimento de fora para dentro ocorre quando o marketplace aprende com o comportamento dos vendedores e compradores externos para aprimorar seus próprios algoritmos e serviços. Por exemplo, quando o Mercado Livre observa que uma nova categoria de produtos sustentáveis está crescendo através de vendedores independentes, ele utiliza essa inteligência para criar selos de certificação e filtros de busca específicos, melhorando a experiência de todo o ecossistema. Já o fluxo de dentro para fora manifesta-se quando a plataforma compartilha suas tecnologias de pagamento e logística através de APIs, permitindo que outros sites utilizem o Mercado Pago ou o Amazon Pay. Essa porosidade transforma o marketplace em um sistema nervoso central do comércio digital, onde a colaboração supera o benefício do isolamento proprietário.

Adotar a inovação aberta exige que o gestor de uma conta em marketplace cultive uma mentalidade de parceria estratégica com a plataforma. O vendedor deixa de ser um mero inquilino digital e passa a ser um co-criador da reputação da rede. Marcas que operam em modelos fechados e tentam resistir às regras de transparência das plataformas tendem a ser penalizadas pelos sistemas de reputação. O gestor moderno atua como um orquestrador de recursos, garantindo que sua operação interna esteja perfeitamente integrada aos fluxos da plataforma. A colaboração torna-se a principal vantagem competitiva, transformando o ato de vender em uma atividade vibrante e conectada, capaz de absorver tendências de consumo com uma velocidade que o varejo tradicional jamais conseguiria replicar.

Os quatro pilares da mudança na estratégia de vendas em marketplaces

Para operacionalizar a evolução de uma loja física ou um e-commerce isolado para uma operação de alta performance em marketplaces, podemos utilizar o modelo dos 4 Ps da Inovação: Produto, Processo, Posição e Paradigma. A inovação de produto em marketplaces não se refere apenas ao item físico, mas ao “produto digital” que é o anúncio. Isso envolve a utilização de fotos profissionais em trezentos e sessenta graus, descrições otimizadas para motores de busca e o uso de vídeos demonstrativos que reduzem a barreira da tangibilidade. O gestor trata o anúncio como uma plataforma de experiência que deve convencer o cliente em frações de segundo, transformando a informação estática em um argumento de venda dinâmico e visualmente impecável.

A inovação de processo foca no “como” a operação nos bastidores garante a promessa feita no anúncio. Um exemplo clássico é a automação da gestão de estoque através de sistemas de ERP integrados que evitam a venda de produtos indisponíveis, o que causaria danos severos à reputação na plataforma. Outra inovação de processo vital é a implementação de fluxos de pós-venda automatizados que solicitam avaliações de forma ética e resolvem problemas de devolução sem intervenção humana lenta. Inovar no processo significa remover os pontos de atrito que impedem a fluidez da operação, garantindo que cada pedido seja processado, embalado e despachado em poucas horas, aproveitando os benefícios de visibilidade que as plataformas concedem aos vendedores mais ágeis.

Os eixos de Posição e Paradigma tratam da identidade e da mentalidade do vendedor no ecossistema. A inovação de posição ocorre quando uma marca altera a forma como é percebida dentro do marketplace; um fabricante de ferramentas pode se reposicionar de um fornecedor de itens básicos para um especialista em soluções para hobbistas de elite através de kits exclusivos e curadoria de conteúdo técnico nos anúncios. Já a inovação de paradigma envolve a mudança no modelo mental de por que se está no marketplace. Passar do paradigma de “usar o marketplace apenas para desovar estoque parado” para o paradigma do “marketplace como canal primário de construção de marca e escala global” rege o DNA da gestão estratégica, transformando o vendedor em uma entidade orientada por dados e focada na excelência da experiência do cliente final.

O dilema do inovador e a gestão da marca em canais de terceiros

O gestor de contas em marketplaces deve estar permanentemente atento ao dilema do inovador de Clayton Christensen, adaptado para o varejo multicanal. O dilema explica que empresas de sucesso tendem a focar na inovação sustentada — melhorando suas margens em canais próprios onde têm controle total — enquanto ignoram inovações disruptivas que surgem em canais de terceiros com regras mais rígidas e concorrência mais feroz. O perigo é que a busca obsessiva pelo lucro imediato e pelo controle da marca no site próprio crie uma cegueira corporativa para o fato de que o consumidor moderno migrou para os marketplaces em busca de conveniência, frete grátis e segurança de pagamento, mesmo que isso signifique uma diluição da identidade visual da marca na interface da plataforma.

A inovação sustentada no varejo tradicional foca em polir o atendimento em lojas físicas ou melhorar o layout do e-commerce proprietário. No entanto, a disrupção acontece quando as plataformas mudam a lógica da descoberta do produto através de inteligência artificial. Se o gestor ignora a força dos algoritmos de recomendação da Amazon para manter o foco apenas em campanhas de e-mail marketing tradicionais, ele corre o risco de perder a relevância para novos entrantes (vendedores nativos digitais) que já nascem dominando as regras do jogo do marketplace. O gestor resiliente deve manter um portfólio equilibrado, investindo na eficiência do canal direto mas dedicando recursos massivos para dominar as ferramentas de visibilidade interna das plataformas, mesmo que isso exija uma mudança radical na estrutura de custos e precificação.

Um exemplo clássico deste dilema é a resistência de marcas de luxo em listar seus produtos em marketplaces generalistas. Muitas vezes, a marca prefere manter a aura de exclusividade em ambientes controlados, enquanto a disrupção do mercado mostra que o cliente de alto poder aquisitivo também valoriza a rapidez de entrega do Fulfillment. O gestor estratégico deve agir como um investidor de riscos, entendendo que a onipresença digital é a nova exclusividade e que estar onde o cliente está é mais importante do que manter muros altos. Equilibrar a integridade da marca com a coragem para adotar as inovações logísticas e publicitárias dos marketplaces é o segredo para evitar a obsolescência e garantir que a empresa capture o crescimento exponencial que esses canais oferecem.

Metodologias ágeis e Design Thinking na otimização de anúncios

Na era da rapidez digital e da competição por atenção, o uso de metodologias como o Design Thinking e o Scrum é fundamental para que a gestão de marketplaces não se torne uma atividade reativa e lenta. O Design Thinking oferece uma abordagem humanizada para entender as dores e os desejos dos consumidores durante a jornada de busca e compra dentro da plataforma. Antes de reformular um catálogo de centenas de itens, a equipe de gestão deve realizar uma imersão na realidade do usuário, analisando as perguntas frequentes e as reclamações nos comentários dos concorrentes. A partir desse entendimento, é possível prototipar imagens principais e descrições técnicas que respondam antecipadamente às dúvidas do cliente, garantindo que o anúncio atue como um vendedor silencioso e eficiente vinte e quatro horas por dia.

As metodologias ágeis complementam esse processo ao organizar o trabalho de otimização em ciclos curtos de entrega e aprendizado. O uso do Scrum permite que os anúncios sejam testados em sprints semanais, permitindo ajustes rápidos na precificação ou na estratégia de publicidade (Ads) diante de mudanças de comportamento do mercado ou de ações agressivas da concorrência. O feedback em tempo real fornecido pelos dashboards de conversão das plataformas serve para priorizar o backlog de tarefas técnicas, focando naqueles produtos que trazem o maior volume de vendas ou a melhor margem. Essa agilidade organizacional garante que a conta no marketplace seja um organismo vivo e adaptável, capaz de aproveitar sazonalidades como a Black Friday com uma precisão matemática.

A integração entre design e agilidade transforma a gestão de marketplaces em uma experiência contínua de otimização de performance. Quando a liderança utiliza testes A/B para comparar duas versões de um título de produto ou duas estratégias de oferta de frete e toma decisões baseadas em dados de cliques e conversão, ela está praticando o rigor científico aplicado ao varejo digital. O papel do gestor deixa de ser o de um simples digitador de dados para se tornar o de um analista de comportamento que facilita a remoção de barreiras na jornada de compra. Essa cultura de testar, aprender e ajustar garante que a loja permaneça competitiva e capaz de atrair o “buy box” (a caixa de compra privilegiada), transformando a agilidade operacional no principal motor de crescimento dentro dos ecossistemas da Amazon e do Mercado Livre.

Gestão da criatividade e inteligência coletiva no catálogo digital

A criatividade na gestão de marketplaces não deve ser vista apenas como um atributo estético das fotos, mas como o motor fundamental para gerar diferenciação em um mar de produtos idênticos. Joseph Schumpeter já afirmava que inovar é realizar novas combinações de elementos existentes, e na gestão de canais isso significa combinar dados técnicos, narrativas emocionais e estratégias de cross-selling para criar uma oferta única. O gestor deve atuar como um catalisador dessa criatividade, incentivando a equipe a encontrar formas inovadoras de apresentar o valor do produto. Um ambiente que permite a experimentação com novos formatos de vídeo para marketplaces e valoriza as sugestões de quem lida com o atendimento ao cliente é o solo fértil para que a inovação floresça.

As fontes internas de ideias residem na inteligência distribuída de todos os membros da operação, especialmente daqueles que leem as avaliações dos clientes diariamente. Muitas vezes, quem responde a uma dúvida sobre o tamanho de uma peça possui o melhor insight sobre como melhorar a tabela de medidas no anúncio, mas lhe falta o canal para expressar essa visão estratégica. Programas de intraempreendedorismo digital e sessões de brainstorming estruturadas, utilizando ferramentas como o mapa mental ou o método SCAMPER, podem canalizar esse potencial para a redução de devoluções e aumento da satisfação do cliente. A criatividade aplicada ao marketplace transforma a listagem de produtos em uma jornada de descoberta constante de soluções mais inteligentes para o consumidor.

Externamente, a equipe deve monitorar as tendências globais em marketplaces de outros países, como o modelo de live commerce na Ásia ou as inovações de entrega ultra-rápida na Europa. A escuta ativa de comunidades de vendedores e influenciadores do setor fornece lições valiosas que podem ser adaptadas para criar uma operação mais assertiva. Ao gerenciar a criatividade como um sistema de renovação ininterrupta, o gestor garante que o catálogo não se torne obsoleto, mas sim uma vitrine vibrante que comunica profissionalismo e confiança em cada detalhe. Uma operação que inova na forma como se comunica com o cliente através de mensagens automáticas personalizadas ou brindes inesperados cria uma vantagem competitiva inalcançável, transformando a transação fria da plataforma em um relacionamento de fidelidade.

O funil de conversão em marketplaces e a tomada de decisões baseada em dados

Para gerenciar o fluxo de vendas e o crescimento de uma marca de forma estruturada, o conceito de Funil de Conversão aplicado ao marketplace é a ferramenta central de diagnóstico e ação estratégica. No topo do funil, entram as impressões e visualizações atraídas por um SEO orgânico bem feito e por campanhas de publicidade paga (Product Ads). O papel do gestor é atuar como um filtro inteligente, identificando por meio de ferramentas de analytics da plataforma onde os potenciais compradores estão abandonando o anúncio. O objetivo do funil é gerenciar a taxa de conversão, garantindo que cada centavo investido em visibilidade seja transformado em receita real, focando na otimização de cada etapa, desde a foto de capa até a finalização do pagamento no carrinho da plataforma.

Os “portões” ou etapas desse funil são os momentos de decisão crítica do consumidor, como o clique para ler as avaliações e a verificação do prazo de entrega. Nesses portões, a gestão avalia evidências reais de performance, como o CTR (taxa de cliques) e a taxa de conversão por palavra-chave. Essa disciplina administrativa evita que o gestor tome decisões baseadas apenas em intuição, garantindo que cada mudança no anúncio seja baseada em fatos e tenha um objetivo quantificável. O funil assegura que o foco da organização esteja sempre na saúde sistêmica da conta, tratando cada queda na visibilidade como um dado valioso para a melhoria contínua dos processos de precificação e logística.

Monitorar o fluxo desse funil exige métricas claras como o ACOS (Custo de Publicidade sobre as Vendas) e o índice de saúde da conta (Account Health). Um indicador fundamental é a taxa de conversão em relação à média da categoria: se a loja está convertendo menos que os concorrentes com o mesmo tráfego, o problema pode estar na qualidade das imagens ou na falta de prova social (comentários positivos). Ao manter um funil de inovação monitorado em tempo real, o gestor garante que a operação esteja em um estado de otimização constante, transmitindo uma imagem de solidez e transparência para os algoritmos das plataformas que buscam destacar os vendedores mais eficientes e confiáveis para o consumidor final.

Logística integrada e o desafio da última milha na experiência do cliente

A logística é o coração invisível da gestão de marketplaces e o fator determinante entre uma operação lucrativa e uma catástrofe administrativa. No ecossistema de plataformas como Amazon e Mercado Livre, a rapidez de entrega não é mais um diferencial, mas um requisito básico de entrada. A gestão deve focar na integração com os sistemas de coleta e entrega das plataformas (como o Mercado Envios), garantindo que o tempo de postagem seja o menor possível. O gestor deve ser o guardião da integridade física do produto durante o transporte, investindo em embalagens que protejam a mercadoria sem elevar excessivamente o custo do frete por peso cubado. Negligenciar a eficiência logística é uma violação ética do contrato de confiança que sustenta a reputação do vendedor perante o marketplace.

Gerenciar a “cultura de agilidade” exige ir além do simples despacho da caixa; envolve a utilização de modelos como o Fulfillment, onde o estoque é enviado para os centros de distribuição da própria plataforma. Embora exija um controle de estoque mais rigoroso para evitar rupturas e custos de armazenamento de longa duração, esse modelo coloca o produto no programa de entrega rápida (“Prime” ou “Full”), o que aumenta drasticamente a conversão. O erro logístico, como o envio de um item trocado, deve ser tratado como uma oportunidade de aprendizado sistêmico e investigação de causa raiz, utilizando sistemas de conferência por bipe (picking e packing automatizado) para eliminar a falha humana e garantir a satisfação absoluta do comprador.

A logística reversa é outro pilar vital muitas vezes negligenciado. Oferecer um processo de devolução simples e sem custo para o cliente é o que consolida a confiança na marca. Um gestor resiliente investe em processos que permitem processar o retorno de mercadorias com a mesma velocidade com que envia as novas, reintegrando os produtos ao estoque de forma ágil após a conferência. Ao garantir um fluxo logístico sem fricção, o gestor demonstra ser um facilitador sólido e empático, capaz de manter a resiliência operacional mesmo nos momentos de picos de demanda como o Natal, transformando a entrega eficiente em uma ferramenta de marketing poderosa que sustenta a reputação da loja perante o mercado global.

Gestão de reputação e a métrica da confiança digital

No universo dos marketplaces, a reputação não é apenas uma opinião subjetiva, mas um ativo financeiro tangível traduzido em cores e medalhas (como o termômetro verde do Mercado Livre). A gestão da reputação exige uma obsessão diária pelo cumprimento de indicadores de desempenho como a taxa de reclamações, o tempo de resposta às perguntas e o índice de cancelamentos por falta de estoque. Cada interação com o cliente é uma oportunidade de proteger esse ativo precioso. O gestor deve implementar rituais de monitoramento constante, respondendo a cada crítica negativa com empatia e agilidade, buscando transformar um detrator em um promotor da marca através de uma resolução justa e transparente do problema apresentado.

O sistema de avaliações e comentários é a prova social que governa o sucesso ou o fracasso de um anúncio. Incentivar o feedback positivo de forma orgânica e ética é uma estratégia de gestão fundamental. Isso pode ser feito através da excelência no unboxing — a experiência de abrir a caixa — incluindo um cartão de agradecimento ou instruções de uso claras que reduzam a frustração inicial do cliente. A gestão da confiança digital também envolve a transparência absoluta sobre as limitações do produto, evitando descrições exageradas que geram expectativas irreais e, consequentemente, avaliações negativas. Ao colocar a verdade no centro da estratégia de vendas, a loja constrói uma barreira de proteção reputacional que a torna resiliente a crises eventuais.

Além das métricas formais das plataformas, a gestão da marca em marketplaces envolve o monitoramento do sentimento do consumidor em redes sociais e sites de reclamações externos. Uma marca que demonstra preocupação genuína com o seu público, mesmo fora do ambiente de compra, colhe frutos de lealdade que se traduzem em menores custos de aquisição de clientes. Ao final de cada ciclo, a análise qualitativa dos comentários deve servir como combustível para a inovação do produto e do serviço. No fim das contas, a gestão de marketplaces é a gestão da reputação na era da transparência radical, onde a tecnologia serve para amplificar a voz do cliente e premiar os vendedores que colocam a ética e a qualidade humana no centro de todas as suas transações comerciais.

 

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