People Analytics: Análise de Dados em RH

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People Analytics: Análise de Dados em RH

A Gênese e a Ascensão do People Analytics: Uma Jornada pela Gestão de Pessoas Orientada por Dados

A história da gestão de pessoas nas organizações é uma narrativa de constante transformação, movendo-se de modelos puramente operacionais e intuitivos para uma disciplina estratégica fundamentada em evidências científicas e análise rigorosa de dados. Para compreendermos o People Analytics em sua plenitude, precisamos realizar uma incursão pelas suas raízes históricas, que remontam ao alvorecer da Revolução Industrial. Naquela era, o foco da gestão era quase exclusivamente o controle mecânico da mão de obra. Frederick Taylor, com sua Administração Científica no início do século vinte, foi um dos primeiros a aplicar métodos analíticos ao trabalho humano, embora sua visão fosse limitada à eficiência física e à produtividade horária. Taylor cronometrava movimentos e isolava tarefas, tratando o trabalhador como uma extensão da máquina. Embora desprovida da humanidade que hoje exigimos, essa fase plantou a semente de que o comportamento humano no trabalho poderia ser medido, analisado e otimizado.

A transição para uma visão mais holística ocorreu com o movimento das Relações Humanas, impulsionado pelas experiências de Hawthorne conduzidas por Elton Mayo na década de mil novecentos e vinte. Pela primeira vez, percebeu-se que fatores psicológicos e sociais — como a atenção recebida dos supervisores e o sentimento de pertencimento a um grupo — tinham um impacto maior na produtividade do que a iluminação da fábrica ou o tempo de descanso. Essa descoberta deslocou o eixo da gestão do corpo para a mente, mas as decisões ainda permaneciam no campo da psicologia qualitativa e da intuição gerencial. Durante décadas, o setor de Recursos Humanos foi visto como um centro de custos necessário, responsável por folhas de pagamento, contratações baseadas em “sentimentos” e treinamentos cujos resultados eram raramente quantificados de forma precisa.

A verdadeira revolução que deu origem ao People Analytics começou a ganhar corpo com a virada para o século vinte e um, impulsionada pela explosão do Big Data e pela capacidade computacional sem precedentes. Empresas pioneiras do Vale do Silício, como o Google, perceberam que, se poderiam usar algoritmos para prever o comportamento de compra dos consumidores, poderiam usar a mesma lógica para entender o que tornava um gerente excepcional ou por que determinados talentos decidiam deixar a companhia. Foi o nascimento da gestão baseada em evidências, onde o “eu acho” foi substituído pelo “os dados mostram”. Hoje, o People Analytics não é mais um luxo de gigantes da tecnologia, mas uma competência vital para qualquer organização que deseje sobreviver em um mercado onde o talento é o recurso mais escasso e valioso. Compreender esse percurso é essencial para reconhecer que o Analytics não é uma ferramenta para desumanizar o RH, mas sim para elevar a dignidade do trabalho ao garantir que as decisões que afetam as vidas dos colaboradores sejam tomadas com a maior justiça e precisão possíveis.

O Papel Estratégico do People Analytics na Tomada de Decisão

No cenário corporativo contemporâneo, a função de Recursos Humanos deixou de ser apenas um executor de políticas para se tornar um arquiteto estratégico do negócio. O People Analytics é o motor que viabiliza essa transformação, fornecendo a inteligência necessária para alinhar o capital humano aos objetivos financeiros e operacionais da organização. Estrategicamente, o Analytics atua como um sistema de radar, permitindo que os líderes enxerguem padrões invisíveis a olho nu, como correlações entre a diversidade de uma equipe e sua capacidade de inovação, ou a ligação direta entre o nível de engajamento dos colaboradores e a satisfação final do cliente. Quando o RH apresenta dados concretos, ele ganha assento na mesa de decisões executivas, transformando discussões subjetivas em planos de ação fundamentados em Retorno sobre Investimento.

Um exemplo prático dessa importância estratégica pode ser observado em uma grande rede de varejo que enfrenta alta rotatividade de pessoal (turnover). Tradicionalmente, o RH aumentaria os salários ou ofereceria bônus genéricos na esperança de reter funcionários. Com o People Analytics, a empresa pode cruzar dados de desempenho, tempo de deslocamento até o trabalho, nível de satisfação com a liderança imediata e participação em programas de treinamento. A análise pode revelar que o principal motivo da saída não é o salário, mas sim a falta de autonomia nas lojas dirigidas por gestores com baixo score em inteligência emocional. Em vez de um gasto massivo em folha de pagamento, a decisão estratégica seria investir no desenvolvimento dessas lideranças específicas, economizando milhões de reais e preservando o conhecimento organizacional.

Além da resolução de problemas, o Analytics permite a proatividade. Através de modelos preditivos, uma organização pode antecipar quais competências serão necessárias daqui a três anos e começar a desenvolver sua força de trabalho interna hoje, evitando a dependência de contratações externas caras no futuro. O papel estratégico reside na capacidade de transformar o RH de um departamento reativo — que apaga incêndios — em um departamento preditivo — que molda o futuro. Ao integrar dados de pessoas com dados financeiros, o People Analytics prova que cuidar das pessoas não é apenas a coisa certa a fazer do ponto de vista ético, mas é a estratégia de negócio mais rentável que uma empresa pode adotar no século vinte e um.

O Conceito e a Estrutura da Análise de Dados de Pessoas

O People Analytics, também conhecido como Talent Analytics ou Workforce Analytics, pode ser definido como o uso sistemático de métodos matemáticos, estatísticos e de mineração de dados para entender, prever e otimizar o capital humano dentro de uma organização. O conceito central é tratar as informações dos colaboradores com o mesmo rigor científico com que se tratam os dados financeiros ou de suprimentos. Para que uma iniciativa de People Analytics seja bem-sucedida, ela deve seguir uma estrutura lógica que começa pela definição de um problema de negócio claro. De nada adianta coletar gigabytes de informações se não houver uma pergunta fundamental a ser respondida, como: quais perfis de vendedores performam melhor em nossa região norte?

A estrutura técnica do Analytics divide-se geralmente em quatro níveis de maturidade crescente. O primeiro nível é a análise descritiva, que responde ao que aconteceu através de dashboards e relatórios estáticos, como a taxa atual de absenteísmo. O segundo é a análise diagnóstica, que busca o porquê algo aconteceu, cruzando variáveis para identificar causas. O terceiro nível é a análise preditiva, que utiliza modelos estatísticos para prever o que provavelmente acontecerá, identificando, por exemplo, quais funcionários possuem alto risco de pedido de demissão nos próximos seis meses. O nível mais avançado é a análise prescritiva, que sugere ações específicas para alcançar um resultado desejado, funcionando como um GPS para a gestão de pessoas.

Para ilustrar essa estrutura em funcionamento, imagine um hospital que deseja melhorar a qualidade do atendimento ao paciente. No nível descritivo, eles monitoram o número de erros médicos. No diagnóstico, percebem que os erros aumentam em turnos que ultrapassam doze horas. No preditivo, o sistema alerta quando a fadiga acumulada de uma enfermeira específica atinge um nível crítico. No prescritivo, o software sugere uma escala de revezamento otimizada que garante o descanso necessário antes que qualquer incidente ocorra. Essa estrutura transforma a informação bruta em sabedoria prática, garantindo que o ciclo de vida do colaborador — da atração ao desligamento — seja gerenciado com base em fatos e não em suposições.

Fontes de Dados e a Construção do Ecossistema Analítico

A qualidade de qualquer análise depende intrinsecamente da qualidade e da integridade dos dados coletados. No People Analytics, o ecossistema de informações é vasto e multidisciplinar, exigindo a integração de fontes tradicionais e não tradicionais. As fontes primárias residem nos sistemas internos da empresa, como o Sistema de Gestão de Recursos Humanos (HRIS), que contém dados demográficos, histórico salarial, tempo de casa e estrutura hierárquica. Outros pilares essenciais incluem os Sistemas de Gestão de Desempenho, com avaliações anuais e feedbacks contínuos, e os Sistemas de Gestão de Aprendizagem (LMS), que registram a evolução técnica e comportamental de cada indivíduo através de cursos e certificações.

Contudo, o verdadeiro poder do Analytics surge quando esses dados de RH são cruzados com dados operacionais e financeiros. Informações provenientes do CRM de vendas, do ERP financeiro e até de crachás eletrônicos (que indicam padrões de circulação e colaboração física) oferecem uma visão 360 graus do impacto humano nos resultados. Dados passivos, como o sentimento extraído de comunicações internas anônimas ou o tempo de resposta em ferramentas de colaboração, podem indicar níveis de estresse e engajamento em tempo real, sem a necessidade de pesquisas de clima exaustivas e muitas vezes enviesadas.

Um exemplo notável de integração de dados ocorre em empresas de logística que utilizam dados de telemetria de seus motoristas cruzados com dados de saúde ocupacional. Ao analisar padrões de frenagem brusca e sono, o People Analytics pode identificar que a incidência de acidentes está correlacionada a determinados perfis de sono ou histórico de estresse familiar. A construção desse ecossistema exige uma colaboração estreita entre o RH, o departamento de TI e os cientistas de dados, garantindo que a informação flua sem silos e de forma segura. O objetivo não é apenas acumular dados, mas criar uma “única fonte da verdade” que permita à organização tomar decisões rápidas e coerentes em todos os níveis da hierarquia.

Ética e Privacidade na Era da Vigilância Analítica

O uso extensivo de dados de pessoas traz consigo uma responsabilidade ética monumental. À medida que as ferramentas de People Analytics tornam-se mais sofisticadas e capazes de penetrar em nuances do comportamento e da vida pessoal, surge o risco real de invasão de privacidade e de desumanização. O profissional de Analytics deve atuar sob um código de conduta rigoroso, fundamentado na transparência e no consentimento. No Brasil, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) estabelece os marcos legais para a coleta e o tratamento dessas informações, exigindo que cada dado coletado tenha uma finalidade legítima e que o titular do dado saiba exatamente como ele está sendo utilizado.

O dilema ético manifesta-se frequentemente em modelos preditivos de desligamento. Se um algoritmo indica que um colaborador tem 80% de chance de sair da empresa, é ético que seu gestor o preterira em uma promoção preventiva? O Analytics deve ser usado para apoiar e desenvolver as pessoas, e não para discriminá-las ou puni-las preventivamente. Outro ponto crítico é o viés algorítmico: se os dados históricos usados para treinar uma Inteligência Artificial forem carregados de preconceitos — como uma preferência implícita por candidatos de determinada etnia ou gênero no passado — o algoritmo irá perpetuar e amplificar essas injustiças sob um manto de “neutralidade tecnológica. O People Analytics ético exige auditorias constantes dos modelos para garantir que a meritocracia seja real e não uma distorção estatística.

Considere a prática de análise de redes organizacionais (ONA), que mapeia quem fala com quem dentro da empresa para entender o fluxo de informação. Embora valiosa para identificar talentos ocultos e gargalos de comunicação, essa prática pode parecer vigilância orwelliana se não for conduzida com sensibilidade. A transparência é o melhor antídoto para a desconfiança: as organizações líderes explicam aos colaboradores quais dados estão sendo coletados e, principalmente, como essa análise trará benefícios diretos a eles, como carreiras mais personalizadas, ambientes mais saudáveis e avaliações mais justas. A ética não é um entrave ao Analytics, mas sim a condição sine qua non para que ele seja sustentável e respeitado por todos os membros da organização.

Aplicando Analytics no Recrutamento e Seleção: O fim do “Feeling”

O processo de contratação é uma das áreas onde o People Analytics gera o impacto financeiro mais imediato e visível. Tradicionalmente, o recrutamento baseava-se na análise superficial de currículos e em entrevistas subjetivas, onde o viés de afinidade — a tendência de contratar pessoas parecidas com o entrevistador — dominava a cena. O Analytics transforma essa dinâmica ao identificar as características e comportamentos que realmente correlacionam-se com o sucesso em cada posição específica. Através da análise de “Top Performers”, a empresa descobre que, talvez, para um cargo de suporte técnico, a formação acadêmica seja menos importante do que a capacidade de resolução de problemas medida em testes práticos.

A tecnologia de triagem inteligente e os chatbots de recrutamento permitem processar milhares de candidaturas com agilidade, garantindo que nenhum talento seja ignorado por falta de tempo humano. Contudo, o People Analytics vai além da triagem; ele avalia a eficácia dos canais de atração. A análise pode revelar que os candidatos provenientes do LinkedIn permanecem mais tempo na empresa do que aqueles vindos de agências de emprego tradicionais, permitindo uma alocação de orçamento de marketing de recrutamento muito mais eficiente. Um exemplo inspirador é o uso de jogos de avaliação (gamificação) que medem traços de personalidade e habilidades cognitivas de forma lúdica, fornecendo dados objetivos que eliminam preconceitos conscientes e inconscientes no primeiro contato.

No entanto, o uso de Analytics no recrutamento deve ser acompanhado de um olhar crítico sobre a experiência do candidato. Se o processo se tornar excessivamente mecânico e frio, os melhores talentos podem desistir da vaga. O segredo reside no “High Tech, High Touch”: usar a tecnologia para eliminar a burocracia e o viés, liberando os recrutadores humanos para focarem na conexão cultural e na inspiração dos candidatos finais. Uma contratação errada custa, em média, de duas a três vezes o salário anual da posição; ao reduzir esse erro através de dados, o RH deixa de ser um “gastador” de recursos para ser um guardião da eficiência financeira e da qualidade técnica da companhia.

Gestão de Desempenho e o Fim das Avaliações Arbitrárias

A avaliação de desempenho anual, com suas notas de 1 a 5 e discussões tensas de fim de ano, é um dos rituais corporativos mais odiados e, frequentemente, ineficazes. O People Analytics está enterrando esse modelo em favor da gestão de desempenho contínua e baseada em múltiplos pontos de dados. Em vez de depender apenas da memória falha de um gerente sobre os últimos doze meses, o Analytics coleta evidências constantes de progresso: alcance de metas em tempo real, feedbacks de pares coletados em plataformas sociais internas e dados de produtividade direta. Isso transforma a conversa de desempenho em uma mentoria orientada por fatos, onde o objetivo é o desenvolvimento e não apenas o julgamento.

Uma aplicação revolucionária do Analytics nesta área é a identificação de “efeitos de rede” no desempenho. Às vezes, um colaborador não possui números individuais brilhantes, mas os dados de colaboração revelam que ele é o “cola” da equipe — a pessoa que ajuda todos ao redor a performarem melhor. Sem o Analytics, esse indivíduo poderia ser demitido por baixa produtividade individual; com os dados, ele é reconhecido como um ativo estratégico vital para a saúde do ecossistema. A análise de dados também permite desmistificar o que causa a alta performance em diferentes contextos, revelando que o que funciona para o time de engenharia pode ser contraproducente para o time de design.

Imagine um escritório de advocacia que utiliza People Analytics para avaliar o sucesso de seus sócios. Em vez de olhar apenas para o faturamento mensal, a análise cruza dados de satisfação dos clientes, tempo de desenvolvimento dos advogados juniores sob sua supervisão e taxas de retenção de talentos em sua equipe. O resultado é uma visão muito mais justa do valor que cada líder entrega para a sustentabilidade da firma a longo prazo. Ao tornar o desempenho transparente e multidimensional, o Analytics reduz a política interna e aumenta a percepção de justiça organizacional, fatores que são comprovadamente os maiores impulsionadores do engajamento e da lealdade dos colaboradores.

Retenção de Talentos e a Modelagem Preditiva de Turnover

A perda de um talento chave é um dos eventos mais disruptivos e caros para uma organização. O People Analytics oferece a capacidade inédita de agir antes que o colaborador peça demissão, através da modelagem preditiva de turnover. Esses modelos analisam o comportamento histórico daqueles que saíram da empresa e buscam sinais precoces em quem ainda está presente. Mudanças súbitas em padrões de comunicação, queda na participação em eventos opcionais, redução no uso de benefícios ou até o tempo decorrido desde a última promoção são variáveis que, combinadas, geram um “score de risco de saída”.

Munido dessas informações, o RH pode realizar as chamadas “Stay Interviews” (entrevistas de permanência) com os profissionais de alto potencial que apresentam risco de saída. Nessas conversas, o foco é entender o que o colaborador precisa para continuar motivado, seja um novo desafio, flexibilidade de horário ou reconhecimento. Um exemplo real de sucesso ocorreu em uma multinacional que, através do Analytics, descobriu que o principal preditor de saída de seus cientistas de dados não era o salário, mas sim o tempo gasto em reuniões administrativas irrelevantes. Ao criar uma política de “blindagem” para esses talentos, reduzindo sua carga burocrática, a empresa reduziu o turnover do setor em 40% em um único ano.

É vital, contudo, que essa ferramenta seja usada para o bem. O objetivo da predição de turnover não é identificar quem vai sair para “parar de investir” neles, mas sim para entender as falhas no ambiente de trabalho que estão afastando as pessoas. O Analytics revela problemas sistêmicos: se um determinado departamento tem um turnover muito acima da média, o problema provavelmente não são os funcionários, mas o estilo de liderança ou a carga de trabalho daquela área específica. Ao tratar as causas raízes reveladas pelos dados, a organização constrói um ambiente onde as pessoas escolhem ficar, transformando a retenção de uma luta constante em um resultado natural de uma gestão inteligente e empática.

Diversidade, Equidade e Inclusão: Do Discurso ao Dado

A pauta de Diversidade, Equidade e Inclusão (DE&I) tem ganhado força nas agendas corporativas, mas muitas vezes fica restrita ao campo das intenções e do marketing. O People Analytics é a ferramenta que transforma o compromisso moral em realidade operacional, fornecendo métricas claras para auditar e impulsionar a equidade. A análise começa pelo funil de contratação: onde estamos perdendo candidatos de grupos minoritários? É na triagem de currículos, nos testes técnicos ou na entrevista final? Ao identificar o ponto de fricção, a empresa pode implementar correções específicas, como currículos cegos ou painéis de entrevista diversos.

Além da contratação, o Analytics é fundamental para garantir a equidade salarial. Algoritmos de regressão podem analisar a folha de pagamento para identificar se existem disparidades injustificáveis entre homens e mulheres que ocupam a mesma função e possuem o mesmo nível de experiência. Essa auditoria contínua permite correções rápidas, protegendo a empresa de riscos jurídicos e fortalecendo sua marca empregadora. Outra frente essencial é a análise de promoção e desenvolvimento: os profissionais negros estão recebendo a mesma quantidade de horas de treinamento e as mesmas oportunidades de projetos de alta visibilidade que seus pares brancos? Os dados frequentemente revelam desigualdades invisíveis que a liderança jura não existirem.

Um caso poderoso de Analytics para inclusão envolve a análise de redes sociais internas para medir o sentimento de pertencimento. Os dados podem mostrar que, embora a empresa tenha contratado muitas mulheres para cargos de tecnologia, elas permanecem periféricas nas redes de colaboração e tomada de decisão, o que explica sua maior taxa de turnover. A inclusão não é apenas sobre números na entrada, mas sobre a qualidade da experiência interna. Ao usar o People Analytics para medir e gerenciar a inclusão, a empresa deixa de fazer “ações isoladas” e passa a construir uma cultura de equidade sustentada por dados, o que comprovadamente gera maior criatividade, melhor resolução de problemas e maior rentabilidade financeira.

Saúde, Bem-Estar e Analytics: Cuidando da Energia Humana

A saúde mental e o bem-estar dos colaboradores tornaram-se prioridades absolutas, especialmente após a aceleração do trabalho remoto e híbrido. O People Analytics desempenha um papel crucial na prevenção do burnout e na promoção de ambientes saudáveis. Através da análise passiva de dados — como o volume de e-mails enviados fora do horário comercial ou a frequência de reuniões consecutivas sem intervalos — o RH pode identificar grupos ou indivíduos em zona de perigo de exaustão. Essa “biometria organizacional” permite intervenções preventivas, como o incentivo ao uso de férias ou a readequação de metas irreais.

Programas de bem-estar também podem ser otimizados através de dados. Em vez de oferecer um pacote genérico de benefícios de saúde, a empresa pode analisar quais programas geram maior impacto na redução de sinistralidade e no aumento da disposição dos colaboradores. Por exemplo, a análise pode mostrar que o investimento em suporte psicológico online tem uma correlação muito mais forte com a produtividade do que a oferta de academia física para uma força de trabalho predominantemente remota. O Analytics permite uma personalização do cuidado, reconhecendo que diferentes perfis de pessoas possuem diferentes necessidades de saúde ao longo do tempo.

Um exemplo prático é o de uma seguradora que utilizou dados de absenteísmo cruzados com registros de ergonomia em home office. Eles descobriram que uma pequena alteração no fornecimento de cadeiras e monitores reduziu as queixas de dores nas costas e os afastamentos médicos em 25%. O People Analytics humaniza a gestão ao dar visibilidade às dores silenciosas da organização. Quando a empresa usa os dados para proteger a saúde de seus membros, ela demonstra que valoriza o ser humano além de sua produção horária. Um colaborador saudável e equilibrado é mais criativo, mais leal e mais produtivo, fechando um ciclo de ganho mútuo onde a ciência de dados atua como um braço da medicina ocupacional e da psicologia organizacional.

Desenvolvimento de Competências e a Educação Corporativa Analítica

Em um mundo onde o conhecimento torna-se obsoleto em poucos anos, a capacidade de reaprendizado (reskilling) é a maior vantagem competitiva de uma força de trabalho. O People Analytics revoluciona a educação corporativa ao identificar com precisão os “gaps” de competência e sugerir trilhas de aprendizagem personalizadas. Através da análise cruzada entre os objetivos estratégicos da empresa e o inventário atual de habilidades dos colaboradores, o sistema pode indicar quais profissionais estão a um passo de se tornarem aptos para novas funções, otimizando o investimento em treinamento e reduzindo a necessidade de buscas externas.

A análise de eficácia do treinamento também é transformada. Em vez de medir apenas o “nível de satisfação” com o instrutor ao final da aula, o People Analytics monitora o comportamento pós-treinamento. Se um grupo de vendedores passou por um curso de negociação, os dados mostram se houve um aumento real na margem de lucro de suas vendas nos meses seguintes em comparação com o grupo de controle que não fez o curso. Essa abordagem baseada em impacto garante que o orçamento de desenvolvimento humano seja gasto em intervenções que realmente mudam o ponteiro do negócio. Além disso, o Analytics pode identificar os “especialistas invisíveis” dentro da empresa — pessoas que dominam certos temas e podem atuar como mentores internos, promovendo a troca de conhecimento orgânica.

Considere uma empresa de tecnologia que precisa migrar sua infraestrutura para a nuvem. O People Analytics mapeia quais engenheiros possuem as bases lógicas necessárias para aprender rapidamente a nova tecnologia e cria grupos de estudo otimizados. O resultado é uma transição mais rápida, barata e com menor resistência à mudança. Ao tratar o desenvolvimento humano como um processo contínuo e orientado por dados, a organização deixa de ver o treinamento como um evento isolado e passa a vê-lo como um investimento de capital, onde cada hora estudada tem um destino claro e um impacto mensurável na vitalidade da empresa.

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