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A gestão de portfólio de projetos é uma disciplina estratégica que se consolidou como o elo vital entre a visão de longo prazo de uma organização e a execução prática de suas iniciativas. Para compreender a profundidade desta área, é fundamental realizar uma jornada histórica que nos leve desde as grandes construções da antiguidade até os ambientes corporativos hiperconectados da era digital. A necessidade de coordenar múltiplos empreendimentos simultâneos, embora não possuísse a terminologia atual, é tão antiga quanto a própria civilização. Nas pirâmides do Egito ou nos aquedutos romanos, governantes já enfrentavam o dilema de alocar recursos escassos, como mão de obra qualificada e materiais preciosos, entre obras que ocorriam em paralelo. A decisão de qual templo construir primeiro ou qual canal de irrigação expandir frente a uma seca inesperada já configurava uma forma rudimentar de seleção e priorização de portfólio, baseada no impacto direto para a sobrevivência e o poder do Estado.
Com o advento da Revolução Industrial, a complexidade aumentou drasticamente com a necessidade de gerir expansões de fábricas, novas linhas férreas e sistemas de distribuição global de forma integrada. No entanto, foi apenas na segunda metade do século XX que a gestão de portfólio de projetos começou a ser teorizada como uma disciplina distinta da gestão de projetos individuais. Inspirada pela teoria moderna de portfólio de investimentos financeiros de Harry Markowitz, a gestão de projetos percebeu que o valor de um conjunto de iniciativas não é apenas a soma de seus resultados isolados, mas sim o equilíbrio entre riscos, retornos e o alinhamento estratégico total. Hoje, as organizações não se perguntam mais apenas se estão fazendo os projetos da maneira certa, mas se estão fazendo os projetos certos para garantir sua perenidade em um mercado volátil.
Atualmente, vivemos a era da agilidade organizacional e da transformação digital, onde a gestão de portfólio deve ser dinâmica e capaz de se ajustar a mudanças de cenário em tempo real. O portfólio de projetos deixou de ser um plano anual estático para se tornar um ecossistema vivo que reflete as prioridades estratégicas de uma empresa. Ao longo deste curso, exploraremos detalhadamente como estruturar, selecionar, priorizar e monitorar esse conjunto de investimentos, garantindo que cada centavo e cada hora de trabalho contribuam efetivamente para o sucesso e a competitividade da organização, utilizando como base rigorosa os conceitos e princípios técnicos da gestão de portfólio.
A gestão de portfólio de projetos define-se como o gerenciamento centralizado de um ou mais portfólios, que incluem projetos, programas e outros trabalhos operacionais, com o objetivo de alcançar metas estratégicas específicas. Enquanto a gestão de projetos foca na entrega de um escopo dentro do prazo e orçamento, e a gestão de programas foca na coordenação de projetos relacionados para obter benefícios comuns, a gestão de portfólio foca em decidir em quais iniciativas a organização deve investir. É a ponte que traduz o planejamento estratégico em ações concretas, garantindo que o portfólio esteja equilibrado entre projetos de inovação, manutenção e crescimento.
A importância desta disciplina reside na capacidade de evitar o desperdício de recursos em projetos que, embora possam ser tecnicamente bem executados, não contribuem para o futuro da empresa. Muitas organizações sofrem com o que chamamos de fadiga de projetos, onde há tantas iniciativas ocorrendo simultaneamente que a equipe fica sobrecarregada e os projetos estratégicos acabam atrasando por falta de foco. A gestão de portfólio atua como um filtro, permitindo que a diretoria visualize todos os investimentos de forma holística e tome decisões de corte ou aceleração baseadas em dados reais de capacidade e valor. Sem uma gestão de portfólio, a empresa corre o risco de ser excelente em terminar projetos inúteis.
Um exemplo prático dessa importância pode ser visto em uma empresa de tecnologia que possui cinquenta projetos em andamento. Se dez desses projetos visam produtos que o mercado já não deseja mais, mas continuam consumindo orçamento apenas porque já foram iniciados, a empresa está perdendo dinheiro. A gestão de portfólio identifica essas incoerências e realoca os recursos para os projetos que visam, por exemplo, a inteligência artificial ou a sustentabilidade, que são as novas prioridades estratégicas da organização. Gerir um portfólio é, portanto, o exercício constante de dizer não para boas ideias a fim de garantir que as ideias extraordinárias tenham os recursos necessários para prosperar.
O alinhamento estratégico é o critério supremo na gestão de portfólio e deve permear todas as fases, desde a identificação de novos componentes até a exclusão de projetos obsoletos. Cada projeto deve ter uma razão de ser que se conecte diretamente a um ou mais objetivos estratégicos da organização, como aumento de market share, redução de custos operacionais ou conformidade regulatória. Se um projeto não possui essa conexão clara, ele não deveria fazer parte do portfólio. Este processo exige uma comunicação fluida entre a alta liderança e o escritório de projetos, garantindo que todos falem a mesma língua e persigam os mesmos resultados macro.
O processo de seleção começa com a identificação de demandas e ideias vindas de todas as áreas da empresa. Nesta fase, o curador do portfólio deve categorizar os componentes. Projetos obrigatórios, como aqueles exigidos por leis ou normas de segurança, entram no portfólio quase automaticamente. Já os projetos discricionários passam por uma avaliação rigorosa. Um exemplo prático seria um banco que deseja expandir sua atuação digital; ele selecionará projetos de desenvolvimento de um novo aplicativo e de cibersegurança, descartando ou adiando a reforma física de agências em cidades onde o fluxo de clientes é majoritariamente virtual. A seleção é o momento de alinhar a ambição da empresa com a sua realidade financeira e técnica.
Para garantir a transparência na seleção, as empresas utilizam modelos de pontuação (scoring models) que atribuem pesos a diferentes critérios estratégicos. Esses critérios podem envolver o retorno financeiro, a complexidade técnica, o risco de execução e a urgência de mercado. Ao final da análise, cada projeto recebe uma nota que facilita a comparação objetiva entre iniciativas de naturezas distintas. A seleção estratégica não é um evento único, mas um ciclo contínuo, pois o que era estratégico ontem pode deixar de ser hoje devido a uma mudança súbita na economia ou no comportamento do consumidor, exigindo que o gestor de portfólio tenha a coragem de paralisar projetos que perderam seu sentido de existência.
Após a seleção dos componentes que compõem o portfólio, o próximo desafio é a priorização, que define a ordem de execução e a intensidade da alocação de recursos. Nem todos os projetos estratégicos podem ser feitos ao mesmo tempo, e a priorização evita o congestionamento da capacidade produtiva da organização. Existem diversas metodologias para este fim, desde métodos puramente financeiros até abordagens qualitativas e multicritério. O objetivo é criar uma fila de execução que maximize o valor entregue no menor tempo possível, respeitando as restrições de capital, pessoas e infraestrutura.
Metodologias financeiras como o Valor Presente Líquido (VPL), a Taxa Interna de Retorno (TIR) e o Payback são fundamentais para projetos de expansão comercial ou redução de custos, onde o retorno financeiro é o principal driver. No entanto, focar apenas em números pode ser perigoso, pois projetos de inovação disruptiva muitas vezes possuem um retorno incerto no curto prazo, mas são vitais para a sobrevivência de longo prazo. Por isso, utilizam-se modelos como o AHP (Analytic Hierarchy Process), que permite comparar projetos de forma pareada sob múltiplos critérios, equilibrando o benefício financeiro com ganhos intangíveis como imagem de marca e aprendizado organizacional.
Um exemplo cotidiano de erro de priorização ocorre quando uma empresa prioriza dez projetos de baixa complexidade e deixa o projeto mais importante e difícil para o final. Como resultado, a equipe gasta sua energia em pequenas vitórias enquanto o grande desafio estratégico sofre com a escassez de recursos quando finalmente chega sua vez. O gestor de portfólio deve garantir que o mix de projetos seja equilibrado. Priorizar significa escolher o que vem primeiro com base na urgência e no valor, comunicando claramente a toda a organização quais são as prioridades reais para que o esforço coletivo seja direcionado para onde o impacto será maior.
A gestão da capacidade é um dos pilares mais complexos e negligenciados da gestão de portfólio, tratando da disponibilidade real de pessoas, equipamentos e instalações para realizar os projetos. Muitas falhas de portfólio ocorrem porque a organização aprova mais projetos do que sua equipe é fisicamente capaz de entregar. Isso gera sobrecarga, queda na qualidade, aumento de erros e rotatividade de talentos. O gestor de portfólio deve atuar como um regulador de fluxo, garantindo que a carga de trabalho esteja em equilíbrio com a capacidade instalada, identificando gargalos antes que eles paralisem as iniciativas críticas.
A alocação de recursos humanos exige uma visão detalhada das competências disponíveis na casa. Muitas vezes, o problema não é a falta de pessoas, mas a falta de pessoas com habilidades específicas, como arquitetos de software ou especialistas em regulação ambiental. Se três projetos prioritários exigem o mesmo especialista sênior ao mesmo tempo, o portfólio está em conflito. Um exemplo prático de boa gestão de capacidade é o uso de mapas de recursos que mostram o percentual de dedicação de cada profissional. Se um analista já está com 90% do seu tempo comprometido com o projeto A, ele não pode ser alocado no projeto B sem que uma das iniciativas sofra atraso ou sem que se contrate reforço externo.
Além da quantidade, a gestão da capacidade deve considerar a produtividade e o tempo necessário para inovação e imprevistos. Reservar uma margem de segurança de 15% a 20% da capacidade total para lidar com mudanças de escopo e demandas urgentes não planejadas é uma prática prudente que evita o colapso do cronograma do portfólio. O gestor de portfólio deve dialogar constantemente com os gerentes funcionais para negociar a liberação de recursos, transformando a gestão da capacidade em um exercício de diplomacia interna e planejamento técnico rigoroso, garantindo que as pessoas certas estejam nos projetos certos, no momento certo.
Diferente do risco de projeto, que foca em eventos específicos que podem afetar o prazo ou custo de uma entrega, o risco de portfólio foca na exposição agregada da organização ao fracasso ou à perda de valor. A gestão de riscos de portfólio busca entender como os riscos de projetos individuais se inter-relacionam e como eventos externos, como crises econômicas ou mudanças tecnológicas, podem afetar todo o conjunto de investimentos. O objetivo não é eliminar o risco, mas sim gerenciá-lo para que a organização assuma riscos calculados que estejam alinhados com sua apetite a riscos e capacidade de absorção de perdas.
A diversificação é a principal ferramenta para mitigar o risco sistêmico do portfólio. Assim como um investidor financeiro não coloca todo o seu dinheiro em uma única ação, uma empresa não deve colocar todos os seus recursos em um único tipo de projeto. Um portfólio saudável deve equilibrar projetos de baixo risco e retorno garantido, como melhorias incrementais, com projetos de alto risco e alto potencial de retorno, como o desenvolvimento de tecnologias disruptivas. Se uma montadora de carros investe apenas em veículos elétricos e uma nova tecnologia de hidrogênio torna as baterias obsoletas, seu portfólio inteiro está em risco. Diversificar significa ter iniciativas em diferentes frentes tecnológicas e mercados para garantir a resiliência organizacional.
Um exemplo prático de gestão de riscos de portfólio é a análise de correlação entre projetos. Se três projetos dependem do mesmo fornecedor externo que está passando por dificuldades financeiras, o risco do portfólio é maior do que a soma dos riscos individuais. O gestor de portfólio deve realizar simulações de cenários e análises de sensibilidade para entender o impacto de falhas críticas. Manter uma reserva de contingência no nível de portfólio permite que a organização responda com agilidade a imprevistos sem precisar canibalizar o orçamento de outras iniciativas saudáveis. Gerir riscos é garantir que, mesmo que alguns projetos falhem, o portfólio como um todo continue entregando o valor esperado pelos acionistas.
A governança é a estrutura de autoridade e tomada de decisão que garante que o portfólio seja gerenciado de forma ética, transparente e eficiente. Ela define quem tem poder para aprovar, cancelar ou alterar projetos, quais são os critérios de decisão e como os resultados serão reportados. No centro desta estrutura costuma estar o Escritório de Gestão de Portfólio (PMO ou PMO de Portfólio), que atua como o guardião da metodologia e o facilitador do fluxo de informações entre a execução e a alta diretoria. A governança robusta evita o viés pessoal e as pressões políticas na seleção de projetos, garantindo que o interesse da organização prevaleça sobre os interesses departamentais.
Um dos papéis fundamentais da governança de portfólio é o estabelecimento de gate reviews ou estágios de aprovação (stage-gates). Nestes pontos de controle, os projetos são reavaliados para verificar se continuam alinhados à estratégia e se ainda possuem viabilidade financeira. Se as condições mudaram drasticamente, o comitê de governança tem a autoridade para encerrar o projeto prematuramente, salvando recursos preciosos. Um exemplo de falha de governança ocorre quando um “projeto de estimação” de um executivo influente continua recebendo verba mesmo após todos os relatórios técnicos mostrarem que ele será um fracasso comercial. A governança profissional institui processos que protegem a empresa de decisões baseadas em ego ou falta de dados.
O PMO de Portfólio também é responsável por padronizar os relatórios de desempenho e as métricas de sucesso, permitindo que a liderança compare “maçãs com maçãs”. Ele fornece a visibilidade necessária para que o comitê de portfólio possa atuar de forma proativa. Além disso, a governança define os limites de autoridade; por exemplo, um gerente de projeto pode ter autonomia para desvios de até 5%, mas qualquer variação maior deve ser decidida pelo comitê de portfólio. Esta clareza de papéis e responsabilidades cria um ambiente de segurança e profissionalismo que aumenta a taxa de sucesso das iniciativas estratégicas e a maturidade organizacional em gestão de projetos.
O monitoramento de portfólio vai além do acompanhamento de cronogramas e orçamentos; ele foca no monitoramento da entrega de valor e no desempenho agregado das iniciativas. O gestor de portfólio utiliza dashboards e indicadores-chave de desempenho (KPIs) para identificar tendências e desvios que possam comprometer os objetivos estratégicos. O controle aqui é focado na saúde do mix de investimentos. Se um conjunto de projetos de redução de custos não está atingindo as metas de economia esperadas, o gestor de portfólio deve intervir para entender se o problema é de execução ou se a premissa inicial estava errada, ajustando o portfólio conforme necessário.
Uma técnica essencial para o controle de portfólio é a análise de variância agregada, que permite ver se o desvio em um projeto pode ser compensado pelo sucesso acima da média em outro, ou se a organização está diante de uma crise sistêmica de performance. O acompanhamento financeiro, como o controle do fluxo de caixa do portfólio, garante que a empresa tenha liquidez para sustentar todos os projetos ativos. Um exemplo prático seria uma rede de hospitais que monitora o ROI (Retorno sobre o Investimento) de seu portfólio de expansão. Se o retorno das novas unidades está abaixo do esperado, o gestor pode decidir adiar a abertura de novas clínicas até que o modelo de operação seja refinado, protegendo a saúde financeira do grupo.
A gestão do valor envolve também o rastreamento dos benefícios após a conclusão dos projetos. Muitas vezes, o sucesso é declarado quando o projeto termina, mas o valor real só aparece meses depois, na forma de aumento de vendas ou redução de desperdícios. O gestor de portfólio deve garantir que esses benefícios sejam medidos e reportados, fechando o ciclo de aprendizado. O monitoramento contínuo permite que a organização seja ágil, realocando recursos de projetos estagnados para aqueles que estão demonstrando maior potencial de geração de valor, garantindo que o portfólio seja sempre a melhor expressão da estratégia da empresa no mundo real.
O balanceamento do portfólio é a arte de garantir que o conjunto de projetos não esteja excessivamente inclinado para um lado só, criando uma carteira equilibrada e sustentável. Um portfólio desequilibrado pode ter muitos projetos de curto prazo e nada para o futuro, ou muitos projetos inovadores e nenhum que garanta a estabilidade financeira atual. O gestor de portfólio utiliza ferramentas visuais como matrizes de bolhas (bubble charts) para plotar os projetos em eixos como risco versus retorno, ou alinhamento estratégico versus facilidade de implementação. Esta visualização facilita o debate na diretoria sobre onde o peso do investimento está sendo colocado.
O balanceamento também deve considerar a capacidade de absorção de mudanças pela organização. Cada projeto de portfólio, quando concluído, exige que a empresa mude algum processo ou cultura para que o benefício seja colhido. Se o portfólio entrega dez novos sistemas de TI ao mesmo tempo para a equipe de vendas, a probabilidade é que os funcionários fiquem confusos e a produtividade caia, anulando o ganho tecnológico. O gestor de portfólio deve escalonar as entregas para que a organização tenha tempo de aprender e integrar as novidades de forma suave. O equilíbrio entre a velocidade da inovação e a capacidade humana de adaptação é o que garante que os projetos não sejam apenas entregues, mas efetivamente adotados.
Um exemplo prático de balanceamento de portfólio ocorre em empresas de bens de consumo que gerenciam marcas consagradas e novas apostas. O portfólio deve ter projetos para manter a marca líder fresca e relevante (baixo risco), ao mesmo tempo em que investe em novos produtos para nichos emergentes (alto risco). Ao ajustar o mix periodicamente, a empresa garante que terá fluxo de caixa hoje e crescimento amanhã. O balanceamento é um exercício de autocrítica organizacional que exige honestidade sobre as limitações da empresa e uma visão clara das oportunidades de mercado, transformando o portfólio em um portfólio resiliente e preparado para diferentes futuros.
Na era da complexidade e dos grandes volumes de dados, a gestão de portfólio de projetos tornou-se impossível sem o auxílio de ferramentas de PPM (Project Portfolio Management). Esses softwares centralizam todas as informações sobre projetos, recursos, custos e riscos em uma única plataforma, permitindo uma “única versão da verdade” para toda a organização. As ferramentas de PPM permitem que o gestor realize simulações de cenários complexos, como “o que acontece com o meu portfólio se eu reduzir o orçamento em 20%?” ou “como ficaria a carga da equipe se eu antecipasse o projeto X?”. Esta capacidade analítica eleva o nível da tomada de decisão de intuições para evidências baseadas em fatos.
A tecnologia permite também o monitoramento em tempo real através de dashboards executivos que agregam dados de centenas de cronogramas. O uso de inteligência artificial na gestão de portfólio começa a ser uma realidade, com algoritmos que identificam padrões de atraso e sugerem ações corretivas antes mesmo que o problema se torne crítico. Um exemplo prático seria um software que detecta que todos os projetos que utilizam uma determinada tecnologia estão enfrentando dificuldades técnicas recorrentes e alerta o gestor de portfólio sobre a necessidade de treinamento ou mudança de fornecedor para aquele componente tecnológico específico.
No entanto, o sucesso do uso de tecnologias de PPM depende da maturidade dos processos e da qualidade dos dados inseridos. A ferramenta por si só não faz a gestão; ela é um amplificador da competência do gestor. O uso dessas plataformas facilita a colaboração entre equipes globais e a transparência para os stakeholders, permitindo que todos vejam como o seu trabalho contribui para o portfólio estratégico. A tecnologia transforma a gestão de portfólio de um exercício burocrático de preenchimento de planilhas em um processo dinâmico de inteligência competitiva, garantindo que a liderança tenha as informações certas para agir com agilidade e precisão no comando da organização.
A gestão de portfólio de projetos envolve decisões que afetam a vida de milhares de pessoas, o destino de comunidades e o impacto ambiental da organização, o que exige um compromisso inabalável com a ética e a responsabilidade social. As decisões de portfólio não devem ser guiadas apenas pelo lucro, mas também pelos valores fundamentais da empresa e pelos critérios ESG (Ambiental, Social e de Governança). Incluir indicadores de impacto socioambiental na seleção de projetos é hoje uma exigência do mercado e de investidores conscientes, garantindo que o crescimento da empresa não ocorra em detrimento do bem-estar social ou do planeta.
A ética na gestão de portfólio manifesta-se também na honestidade intelectual durante o reporte de resultados. Ocultar riscos ou inflar benefícios esperados para garantir a aprovação de um projeto no portfólio é uma prática antiética que destrói a confiança e compromete a saúde financeira da empresa a longo prazo. O gestor de portfólio deve ser o primeiro a apontar quando uma iniciativa deixou de ser viável, mesmo que isso signifique o cancelamento de um projeto no qual a empresa já investiu milhões. A integridade nas decisões de portfólio constrói uma cultura de transparência onde as falhas são aprendizados e os sucessos são celebrados com base em resultados reais e comprováveis.
Um exemplo de responsabilidade social no portfólio é uma empresa de energia que prioriza investimentos em fontes renováveis e projetos de eficiência energética para comunidades carentes, equilibrando o retorno financeiro com o impacto social positivo. Ao tratar a responsabilidade social como um critério estratégico e não apenas como uma ação de marketing, a empresa fortalece sua licença social para operar e atrai talentos que buscam propósito no trabalho. A gestão ética de portfólio garante que a organização não apenas sobreviva e lucre, mas que seja reconhecida como uma força positiva na sociedade, construindo um legado de valor duradouro para todas as partes interessadas.
O mundo corporativo está migrando rapidamente para modelos de gestão mais fluidos e adaptáveis, dando origem ao conceito de gestão de portfólio ágil. Em um cenário onde as mudanças ocorrem em semanas e não mais em anos, o planejamento de portfólio anual rígido está sendo substituído por revisões trimestrais ou mensais e alocações de orçamento por “fluxos de valor” em vez de projetos individuais. A gestão ágil de portfólio foca na entrega rápida de valor e na capacidade de pivotar a estratégia conforme o feedback do mercado, reduzindo o desperdício em iniciativas longas que podem chegar obsoletas ao mercado.
Uma das grandes tendências é a integração profunda entre o portfólio de projetos e a operação contínua, utilizando metodologias como o OKR (Objectives and Key Results) para alinhar as metas de entrega com os resultados de negócio em tempo real. O gestor de portfólio do futuro será um facilitador da agilidade organizacional, focando menos no controle de microtarefas e mais na remoção de impedimentos para que as equipes autônomas possam performar. O uso de abordagens híbridas, que combinam o rigor da governança tradicional para projetos de infraestrutura com a flexibilidade do ágil para projetos de software e inovação, será a norma para garantir o equilíbrio entre segurança e velocidade.
Além da agilidade, a personalização em massa e a sustentabilidade continuarão a ditar as prioridades dos portfólios globais. As organizações precisarão gerenciar portfólios cada vez mais complexos e diversos, lidando com equipes remotas e parcerias em ecossistemas de inovação aberta. A gestão de portfólio de projetos deixará de ser uma atividade de nicho para se tornar uma competência central de liderança, exigida de todos os executivos que desejam conduzir suas empresas em meio às fascinantes e desafiadoras transformações do século XXI.
A gestão de portfólio de projetos é, em sua essência, a arte de escolher o futuro. Ao longo deste curso, percorremos desde os fundamentos históricos e estratégicos até as técnicas avançadas de priorização, gestão de capacidade e governança. Compreendemos que o sucesso de uma organização não é fruto do acaso ou de uma única ideia brilhante, mas sim do resultado de uma disciplina rigorosa de seleção e execução de um conjunto equilibrado de iniciativas. Gerir um portfólio exige uma combinação única de visão estratégica, rigor analítico, coragem política e integridade ética, transformando a complexidade de múltiplos projetos em uma sinfonia harmoniosa de entrega de valor.
A jornada rumo à excelência em gestão de portfólio é um projeto de transformação contínua que nunca termina. Exige que a organização esteja disposta a aprender com seus erros, a questionar suas próprias prioridades e a adaptar-se constantemente a um mundo em mudança acelerada. As empresas que dominam a gestão de portfólio não apenas otimizam seus investimentos e aumentam suas taxas de sucesso, mas fundam as bases para uma inovação sustentável e para uma liderança de mercado duradoura. O portfólio de projetos é o espelho da alma estratégica da empresa; ao cuidarmos desse portfólio com excelência, estamos garantindo não apenas os resultados de hoje, mas a perenidade e o brilho da organização nas próximas décadas.
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