Introdução à Internet das Coisas (IoT)

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Introdução à Internet das Coisas (IoT)

A trajetória histórica da Internet das Coisas e a gênese da conectividade onipresente

A jornada da Internet das Coisas, amplamente conhecida pela sigla em inglês IoT (Internet of Things), não é o resultado de uma descoberta súbita ou de um momento isolado de inspiração, mas sim o ápice de uma evolução tecnológica e conceitual que se estende por mais de um século. Para compreendermos a magnitude dessa revolução que hoje permeia desde as nossas residências até as mais complexas cadeias industriais, é fundamental viajar no tempo e explorar as ideias visionárias que serviram como as sementes desse ecossistema interconectado. No final do século dezenove e início do século vinte, mentes brilhantes como a de Nikola Tesla já concebiam um sistema mundial sem fio que permitiria a transmissão de informações e energia através do ar, interligando o globo de uma forma sem precedentes. Tesla imaginava um futuro onde o mundo inteiro seria transformado em um cérebro gigante, onde todas as coisas seriam partes de um todo harmônico e acessível. Embora ele não tenha utilizado o termo específico que usamos hoje, sua visão sobre a onipresença da comunicação sem fio foi o primeiro sussurro da conectividade que define a IoT.

A evolução continuou com o desenvolvimento da telegrafia, da telefonia e, mais tarde, com a invenção do computador e o surgimento da ARPANET, a predecessora da internet. No entanto, um marco prático curioso e frequentemente citado como o primeiro objeto conectado ocorreu no início da década de mil novecentos e oitenta na Universidade Carnegie Mellon. Um grupo de estudantes e pesquisadores, cansados de caminhar até a máquina de Coca-Cola apenas para descobri-la vazia ou com garrafas ainda quentes, decidiu instalar microchaves dentro da máquina. Essas chaves eram conectadas a um computador central da universidade que, por sua vez, estava ligado à ARPANET. Através de um programa simples, qualquer pessoa na rede poderia verificar o status da máquina em tempo real. Esse exemplo rudimentar demonstrava a essência da Internet das Coisas: a capacidade de um objeto físico coletar dados sobre seu estado e transmiti-los para uma rede, permitindo uma tomada de decisão mais eficiente.

O termo Internet das Coisas foi formalmente cunhado apenas em mil novecentos e noventa e nove por Kevin Ashton, um pesquisador britânico que trabalhava na Procter & Gamble. Ashton estava explorando como a tecnologia de Identificação por Radiofrequência, o RFID, poderia ajudar a empresa a gerenciar suas cadeias de suprimentos de forma mais inteligente. Ele percebeu que, se os objetos tivessem etiquetas eletrônicas que pudessem ser lidas por computadores, as empresas saberiam exatamente onde cada item estava, reduzindo desperdícios e faltas de estoque. A partir desse ponto, o conceito expandiu-se rapidamente, impulsionado pela miniaturização dos componentes eletrônicos, pela redução dos custos de sensores e pela onipresença das redes Wi-Fi e de dados móveis. O que começou como uma necessidade logística transformou-se em uma revolução que hoje interconecta bilhões de dispositivos, criando uma inteligência ambiental que altera profundamente a maneira como vivemos e trabalhamos.

Fundamentos conceituais e a arquitetura técnica da IoT

Para dominar o funcionamento da Internet das Coisas, é imperativo compreender os pilares técnicos que permitem que objetos inanimados passem a “sentir”, “pensar” e “falar”. A arquitetura de um sistema de IoT é geralmente dividida em quatro camadas interdependentes que garantem o fluxo contínuo da informação do mundo físico para o digital. A primeira camada é a de percepção ou sensoriamento, composta pelos dispositivos finais que interagem diretamente com o ambiente. Aqui encontramos os sensores, responsáveis por captar grandezas físicas como temperatura, umidade, pressão, luz ou movimento, e os atuadores, que realizam ações físicas baseadas em comandos recebidos, como abrir uma válvula ou acender uma lâmpada. Um sensor de umidade de solo em uma fazenda inteligente, por exemplo, é o ponto de contato inicial que traduz a necessidade hídrica da planta em impulsos elétricos digitais.

A segunda camada é a de conectividade e rede, o sistema circulatório da IoT. Ela é responsável por transportar os dados coletados pelos sensores até os centros de processamento. Existem diversas tecnologias de comunicação que são escolhidas conforme a necessidade do projeto, como o Wi-Fi para ambientes residenciais, o Bluetooth para conexões de curta distância, e tecnologias de longo alcance e baixo consumo como LoRaWAN ou redes celulares 5G para aplicações industriais e cidades inteligentes. O grande desafio dessa camada é garantir que bilhões de dispositivos possam se comunicar de forma eficiente sem saturar as redes existentes e com o menor consumo de energia possível, visto que muitos desses sensores operam com baterias por anos.

A terceira camada refere-se ao processamento de dados e middleware, onde a informação bruta é organizada, filtrada e analisada. É nesta fase que ocorre a mágica da transformação de dados em conhecimento. Muitas vezes, os dados são enviados para a nuvem (Cloud Computing) para análises complexas de Big Data, mas em aplicações que exigem baixa latência, como carros autônomos, o processamento ocorre na borda da rede (Edge Computing), mais perto dos sensores. Por fim, a quarta camada é a de aplicação e interface com o usuário, o ponto onde o valor do sistema é entregue. Através de aplicativos em smartphones, dashboards em computadores ou painéis industriais, o ser humano interage com o sistema, monitora os estados dos dispositivos e toma decisões baseadas em insights precisos. A arquitetura da IoT é, portanto, uma ponte sofisticada que une o concreto ao abstrato, permitindo uma gestão sem precedentes dos recursos físicos do nosso planeta.

Microcontroladores e a democratização do desenvolvimento com Arduino e ESP32

O crescimento explosivo da Internet das Coisas não teria sido possível sem a democratização do acesso ao hardware, impulsionada pelo surgimento de plataformas de prototipagem acessíveis e de código aberto. No centro dessa revolução estão os microcontroladores, que funcionam como o cérebro eletrônico dos dispositivos de IoT. Diferente de um processador de computador tradicional, o microcontrolador é um sistema completo em um único chip, contendo CPU, memória e periféricos de entrada e saída, projetado para executar tarefas específicas de controle com baixo consumo de energia. O surgimento do projeto Arduino na Itália, em meados dos anos dois mil, foi o catalisador que permitiu que estudantes, artistas e hobistas entrassem no mundo da eletrônica sem a necessidade de conhecimentos profundos em engenharia de hardware.

O Arduino introduziu uma linguagem de programação simplificada e uma interface de desenvolvimento amigável, permitindo que qualquer pessoa pudesse programar um sensor para ler a luz ambiente e acionar um motor com apenas algumas linhas de código. No entanto, o Arduino original não possuía conectividade nativa com a internet, o que exigia módulos adicionais caros. A verdadeira virada de chave para a IoT ocorreu com o surgimento dos chips da família ESP, como o ESP8266 e o seu sucessor mais poderoso, o ESP32. Desenvolvidos pela Espressif Systems, esses microcontroladores integraram Wi-Fi e Bluetooth nativamente em um chip extremamente barato e potente. O ESP32, com seus núcleos duplos e vasta gama de pinos de entrada e saída, tornou-se o queridinho dos desenvolvedores de IoT, permitindo criar dispositivos conectados robustos que podem ser alimentados por baterias e dormir por longos períodos para economizar energia.

Um exemplo prático dessa facilidade de desenvolvimento é a criação de um monitor de qualidade do ar residencial. Utilizando um ESP32 e um sensor de partículas, um desenvolvedor pode em poucas horas programar o dispositivo para ler os níveis de poluição e enviar esses dados para uma plataforma na nuvem como o ThingSpeak ou o Adafruit IO. A existência de uma comunidade global gigantesca que compartilha códigos e esquemas elétricos em sites como o GitHub e o Stack Overflow transformou o desenvolvimento de IoT em um processo colaborativo e acelerado. Essa democratização do hardware e do software permitiu que soluções inovadoras surgissem de garagens e pequenas startups, desafiando o monopólio das grandes corporações tecnológicas e acelerando a adoção de tecnologias conectadas em todos os setores da sociedade.

Sensores e atuadores: os sentidos e os músculos dos objetos

Para que a Internet das Coisas interaja de forma útil com o mundo real, ela depende fundamentalmente dos sensores e atuadores, que funcionam respectivamente como os órgãos sensoriais e os músculos dos sistemas conectados. Um sensor é um dispositivo que detecta uma mudança em um estímulo físico e a converte em um sinal elétrico que pode ser interpretado pelo microcontrolador. A variedade de sensores disponíveis hoje é vasta e cobre quase todas as interações humanas e ambientais imagináveis. Existem sensores de temperatura e umidade, como o onipresente DHT11 ou o mais preciso BME280, que são essenciais para estações meteorológicas e sistemas de climatização inteligente. Sensores de ultrassom, como o HC-SR04, permitem medir distâncias sem contato, sendo amplamente utilizados em robótica e sensores de estacionamento.

Além dos sensores ambientais, a IoT utiliza sensores de movimento e presença, como os acelerômetros e giroscópios encontrados em smartphones e wearables, que detectam quedas de idosos ou monitoram o desempenho de atletas. Sensores químicos e de gases podem detectar vazamentos de gás liquefeito de petróleo ou níveis perigosos de monóxido de carbono, salvando vidas em ambientes domésticos e industriais. A escolha do sensor correto para um projeto de IoT envolve equilibrar precisão, custo, consumo de energia e a necessidade de calibração. No mundo da agricultura de precisão, por exemplo, sensores de umidade de solo de alta durabilidade são enterrados nos campos para fornecer dados em tempo real que guiam sistemas de irrigação automáticos, garantindo que a água seja utilizada apenas onde e quando for necessário.

No outro lado da moeda temos os atuadores, que são os componentes que realizam o trabalho físico após o processamento da informação. O tipo mais comum de atuador em projetos iniciantes de IoT é o LED, mas a complexidade aumenta rapidamente para motores de passo e servos que controlam braços robóticos, ou módulos relé que funcionam como interruptores eletrônicos capazes de ligar e desligar aparelhos de alta potência, como lâmpadas, cafeteiras ou bombas d’água. Um sistema de casa inteligente completo é um balé entre sensores e atuadores: o sensor de luminosidade detecta o pôr do sol, o microcontrolador processa essa informação e envia um comando para o atuador (relé) acender as luzes do jardim. Essa interação constante e automática é o que cria a inteligência ambiental que caracteriza a IoT, removendo a necessidade de intervenção humana constante e otimizando o funcionamento do mundo construído.

Protocolos de comunicação e a linguagem da conectividade

Um dos maiores desafios técnicos da Internet das Coisas é garantir que bilhões de dispositivos de diferentes fabricantes e com diferentes capacidades de processamento possam “falar” entre si e com a nuvem de forma harmoniosa. Para resolver isso, a IoT utiliza protocolos de comunicação específicos, que são conjuntos de regras que definem como os dados devem ser formatados, transmitidos e recebidos. Enquanto a web tradicional utiliza o protocolo HTTP, que é pesado e exige muita largura de banda, a IoT favorece protocolos mais leves e eficientes, sendo o MQTT (Message Queuing Telemetry Transport) o padrão de fato da indústria. O MQTT baseia-se em um modelo de publicação e assinatura, onde os dispositivos (clientes) publicam dados em tópicos específicos em um servidor central (broker), e outros dispositivos ou aplicativos assinam esses tópicos para receber as atualizações.

A eficiência do MQTT reside em seu cabeçalho extremamente pequeno e na sua capacidade de funcionar de forma estável mesmo em redes de baixa qualidade. Imagine um rastreador de carga em um caminhão atravessando uma área rural com sinal de celular instável; o protocolo MQTT garante que as coordenadas de localização sejam transmitidas assim que houver uma brecha de conexão, consumindo o mínimo possível da bateria do dispositivo. Outro protocolo importante é o HTTP com APIs REST, que é amplamente utilizado quando os dispositivos de IoT precisam interagir diretamente com serviços web modernos e redes sociais. Para comunicações que exigem ainda menos recursos, existe o CoAP (Constrained Application Protocol), que traz as funcionalidades do HTTP para dispositivos com memória e processamento extremamente limitados.

Além dos protocolos de aplicação, a escolha da tecnologia de rede física é crucial. O Wi-Fi é excelente para largura de banda alta, mas consome muita energia, tornando-o inadequado para sensores alimentados por pequenas baterias que devem durar anos. Para esses casos, surgiram as tecnologias LPWAN (Low Power Wide Area Network), como LoRa e Sigfox, que permitem transmitir pequenas quantidades de dados por distâncias de vários quilômetros com um consumo de energia ínfimo. Em aplicações de domótica, protocolos como Zigbee e Z-Wave criam redes mesh onde cada dispositivo atua como um repetidor de sinal, garantindo cobertura total em grandes residências sem a necessidade de roteadores potentes em cada cômodo. A interoperabilidade, ou seja, a capacidade dessas diferentes linguagens trabalharem juntas, é o que permite que um sensor da marca A acione uma lâmpada da marca B através de um assistente de voz da marca C, consolidando a rede universal da IoT.

Cloud Computing, Edge Computing e a inteligência dos dados

A imensa quantidade de dados gerada pelos bilhões de sensores conectados seria inútil sem a capacidade de processá-los e extrair insights significativos. Tradicionalmente, a IoT depende fortemente da Computação em Nuvem (Cloud Computing), onde os dados são enviados para servidores potentes de empresas como Amazon (AWS), Google (Google Cloud) ou Microsoft (Azure). Nessas plataformas, algoritmos de aprendizado de máquina e análise de Big Data podem identificar padrões que seriam invisíveis em pequena escala. Por exemplo, uma fabricante de turbinas de avião pode coletar dados de milhares de motores ao redor do mundo na nuvem para realizar manutenção preditiva, identificando o desgaste de uma peça semanas antes que ela falhe, aumentando a segurança e reduzindo custos operacionais bilionários.

No entanto, à medida que a IoT avança para aplicações críticas que exigem respostas imediatas, o modelo puramente centrado na nuvem apresenta limitações de latência e largura de banda. É aqui que entra a Computação de Borda (Edge Computing), que propõe realizar o processamento dos dados o mais próximo possível da fonte, ou seja, no próprio dispositivo ou em um gateway local. Um carro autônomo, que gera terabytes de dados por hora através de câmeras e sensores LIDAR, não pode esperar que os dados viajem até um servidor em outro continente para decidir se deve frear diante de um obstáculo; essa decisão deve ser tomada em milissegundos na borda. O Edge Computing reduz a dependência da conexão com a internet e aumenta a privacidade, já que dados sensíveis podem ser processados localmente sem nunca saírem do dispositivo.

O futuro da inteligência na IoT reside em um modelo híbrido que equilibra a eficiência do processamento local com o poder analítico da nuvem. Os dados são filtrados e as ações imediatas são tomadas na borda, enquanto as tendências de longo prazo e as atualizações de modelos de inteligência artificial são processadas na nuvem. Plataformas como o ThingSpeak facilitam essa jornada para desenvolvedores iniciantes, oferecendo ferramentas para visualizar dados em tempo real e executar códigos de análise matemática sem a necessidade de configurar servidores complexos. A transformação da IoT de uma simples rede de coleta para um ecossistema de inteligência onipresente é o que impulsiona inovações em cidades inteligentes, onde o tráfego é otimizado automaticamente e a iluminação pública se ajusta conforme a presença de pessoas, economizando energia e melhorando a qualidade de vida urbana.

Segurança, privacidade e ética na vida conectada

Com a onipresença da Internet das Coisas em nossas vidas privadas e infraestruturas críticas, as questões de segurança e privacidade tornaram-se o maior desafio para a aceitação e o sucesso da tecnologia no longo prazo. Um dispositivo de IoT mal protegido é uma porta aberta para invasores acessarem redes domésticas ou corporativas. O problema é agravado pelo fato de que muitos dispositivos baratos de IoT possuem capacidades de processamento limitadas, o que dificulta a implementação de criptografia forte, e muitas vezes saem de fábrica com senhas padrão que nunca são alteradas pelos usuários. Ataques de negação de serviço (DDoS) massivos já foram realizados utilizando exércitos de câmeras de segurança e roteadores infectados, demonstrando que a insegurança de um pequeno dispositivo pode ter impactos globais.

A privacidade é outra preocupação central, pois a IoT tem a capacidade de monitorar os hábitos mais íntimos dos usuários dentro de suas próprias casas. Termostatos inteligentes sabem quando você está em casa, assistentes de voz ouvem suas conversas para detectar comandos, e wearables monitoram seus batimentos cardíacos e padrões de sono. O grande dilema ético reside na propriedade e no uso desses dados: quem é o dono da informação gerada pelo seu coração ou pelo seu consumo de energia? As empresas podem usar esses dados para discriminação em planos de saúde ou seguros? A implementação de leis como a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) no Brasil busca dar ao cidadão maior controle sobre suas informações, exigindo transparência das empresas sobre quais dados são coletados e para qual finalidade.

Para garantir um futuro seguro para a IoT, a indústria está adotando o conceito de segurança desde o design (Security by Design), onde a proteção é considerada uma funcionalidade central desde o início do desenvolvimento do produto. Isso inclui o uso de atualizações de firmware seguras para corrigir vulnerabilidades, autenticação multifator e a isolação de redes de IoT das redes de dados principais. A ética na IoT também exige que os desenvolvedores criem sistemas resilientes que funcionem minimamente mesmo sem conexão com a internet, evitando que uma falha na nuvem impeça um usuário de abrir a porta de sua própria casa ou de acender as luzes. A confiança do usuário é o ativo mais valioso desse ecossistema, e sua preservação exige um esforço contínuo de transparência, responsabilidade técnica e respeito aos direitos fundamentais no ambiente digital.

Aplicações práticas e o futuro da IoT nas cidades e indústrias

A Internet das Coisas já deixou de ser uma promessa futurista para se tornar a espinha dorsal da eficiência em diversos setores econômicos. Na indústria, o conceito de Manufatura 4.0 utiliza sensores em cada etapa da linha de produção para criar gêmeos digitais das fábricas, permitindo simular mudanças e detectar falhas antes que elas causem paradas dispendiosas. Sensores de vibração em motores industriais podem prever quebras com precisão, permitindo que a manutenção seja realizada de forma programada, economizando milhões de reais e aumentando a segurança dos trabalhadores. A logística também foi transformada, com etiquetas RFID e rastreadores GPS permitindo monitorar a temperatura de medicamentos e alimentos em tempo real durante todo o transporte, garantindo a integridade dos produtos que chegam ao consumidor final.

Nas cidades inteligentes (Smart Cities), a IoT oferece soluções para os desafios da urbanização acelerada. Sistemas de iluminação pública inteligente reduzem o consumo de energia em até 50% ao ajustar o brilho das lâmpadas conforme a movimentação nas ruas. Lixeiras conectadas notificam os serviços de limpeza apenas quando estão cheias, otimizando as rotas dos caminhões de lixo e reduzindo a poluição sonora e atmosférica. Sensores de estacionamento embutidos no asfalto guiam os motoristas diretamente para as vagas livres através de aplicativos, reduzindo o congestionamento causado por veículos circulando à procura de lugar. No setor da saúde, a Internet das Coisas Médicas (IoMT) permite o monitoramento remoto de pacientes crônicos, enviando alertas imediatos para médicos em caso de alterações críticas nos sinais vitais, salvando vidas e reduzindo a pressão sobre os hospitais.

O futuro da IoT aponta para uma integração ainda mais profunda com a Inteligência Artificial e a chegada das redes 6G, que prometem conexões com latência quase zero e suporte para trilhões de dispositivos. Veremos a ascensão das interfaces cérebro-computador e de ambientes que se adaptam automaticamente aos desejos e necessidades biológicas dos ocupantes. A Internet das Coisas evoluirá para a Internet de Tudo (IoE), onde pessoas, dados, processos e objetos estarão em uma conversa contínua e inteligente. O papel do desenvolvedor de IoT será cada vez mais o de um orquestrador de experiências que utiliza a tecnologia para resolver problemas humanos reais, desde a fome no mundo através da agricultura inteligente até a sustentabilidade planetária por meio da gestão eficiente de recursos. A jornada iniciada pelas mentes visionárias do passado está apenas começando, e o limite para a IoT é apenas a nossa imaginação e nossa capacidade de inovar com responsabilidade.

 

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