Gestão de Pessoas por Competência

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Gestão de Pessoas por Competência

A compreensão sobre a gestão de pessoas por competências exige, antes de tudo, um mergulho profundo nas transformações das relações de trabalho ao longo da história, partindo de um modelo onde o indivíduo era visto como mera engrenagem para uma era onde o capital humano é o ativo mais valioso de qualquer organização. Para o gestor contemporâneo, esse conhecimento não é apenas uma ferramenta administrativa, mas uma filosofia que busca alinhar as capacidades individuais aos objetivos estratégicos do negócio. A evolução desse conceito reflete a passagem de uma sociedade focada na produção em massa e na tarefa repetitiva para uma sociedade do conhecimento, onde a criatividade, a iniciativa e a capacidade de adaptação ditam quem sobrevive e prospera no mercado global.

No início do século XX, o cenário industrial era dominado pela urgência da eficiência produtiva extrema, sob a égide da Administração Científica de Frederick Taylor. Nesse período, a premissa fundamental era a existência de uma única maneira certa de executar qualquer atividade, cabendo à gerência padronizar cada movimento do trabalhador para maximizar a saída das fábricas. O ser humano era fragmentado em suas funções e seu valor era medido estritamente pela sua capacidade de obedecer a instruções detalhadas e cronometradas. Não havia espaço para o talento pessoal ou para a subjetividade; o foco era o processo e o controle rígido sobre a tarefa manual, tratando o operário como uma extensão desumanizada da máquina.

A transição desse modelo mecânico para a gestão por competências começou a ganhar força a partir da década de mil novecentos e setenta, quando o mundo percebeu que o sucesso organizacional dependia de algo que os diplomas e os currículos tradicionais não conseguiam capturar totalmente. Foi o psicólogo David McClelland quem plantou a semente dessa revolução ao argumentar que os testes de inteligência e os graus acadêmicos não eram preditores confiáveis do sucesso profissional. Ele propôs que o foco deveria ser o estudo das características das pessoas que apresentavam um desempenho superior em suas funções, dando origem ao conceito de competência como a combinação de conhecimentos, habilidades e atitudes que geram valor para a organização.

O colapso do modelo fordista e a busca pelo diferencial humano

A crise do modelo de produção em massa, conhecido como fordismo, foi o catalisador que forçou as empresas a buscarem novas formas de gerir o trabalho. Em um ambiente de mercado cada vez mais volátil, incerto e competitivo, a rigidez das tarefas padronizadas tornou-se uma âncora que impedia a agilidade organizacional. As empresas perceberam que precisavam de pessoas que não apenas executassem ordens, mas que soubessem resolver problemas complexos, trabalhar em equipe e antecipar as necessidades dos clientes. Esse novo paradigma deslocou o eixo da gestão do cargo para a pessoa, reconhecendo que cada indivíduo possui um conjunto único de atributos que pode ser potencializado para gerar diferenciação competitiva.

Um exemplo prático dessa transição pode ser observado no setor varejista. No modelo antigo, uma vendedora de loja tinha sua função restrita a organizar prateleiras e processar o pagamento no caixa, seguindo um manual rígido. No modelo de gestão por competências, a mesma vendedora é avaliada pela sua competência em persuasão, empatia e negociação. Ela tem autonomia para entender a dor do cliente e propor soluções personalizadas que aumentam a satisfação e a fidelidade à marca. O que importa não é apenas a tarefa de registrar a venda, mas o comportamento e a inteligência aplicada que transformam aquela transação em um resultado estratégico para o negócio.

Essa mudança exigiu que a área de Recursos Humanos deixasse de ser um departamento puramente burocrático e operacional para se tornar um parceiro estratégico da diretoria. Gerir competências significa identificar quais são os talentos necessários para cumprir a visão de futuro da empresa e criar mecanismos para atrair, desenvolver e reter esses talentos. É a passagem de uma gestão de controle para uma gestão de desenvolvimento, onde o objetivo é criar um ecossistema onde o potencial humano possa florescer em harmonia com as metas financeiras e operacionais da organização.

O conceito de competência e a tríade do CHA

Para operacionalizar a gestão por competências, é essencial compreender o que constitui esse conceito na prática. A definição mais aceita e utilizada no mundo corporativo é a tríade do CHA, que representa a integração de Conhecimento, Habilidade e Atitude. O Conhecimento refere-se ao saber, ou seja, ao conjunto de informações e teorias que o indivíduo adquiriu através da educação formal, cursos e leituras. No entanto, o saber isolado não gera resultado; ele precisa ser transformado em Habilidade, que é o saber fazer. A habilidade é a aplicação prática do conhecimento em uma tarefa específica, desenvolvida através da experiência e do treinamento constante.

Contudo, possuir o conhecimento e a habilidade não garante um desempenho superior se não houver a Atitude, que é o querer fazer. A atitude engloba o comportamento, os valores, a motivação e a proatividade do indivíduo. Imagine um cirurgião brilhante que estudou nas melhores universidades (conhecimento) e possui uma técnica operatória impecável (habilidade), mas que é rude com a equipe de enfermagem e não demonstra empatia com os pacientes (falta de atitude). Nesse caso, a competência global do profissional está comprometida, pois a atitude negativa afeta o clima organizacional e a segurança do paciente. A gestão por competências busca equilibrar esses três elementos para formar profissionais completos.

No cotidiano das empresas, a atitude é frequentemente o diferencial que define quem será promovido a cargos de liderança. Enquanto o conhecimento e a habilidade podem ser ensinados de forma relativamente rápida através de treinamentos técnicos, a atitude está profundamente ligada à personalidade e aos valores do sujeito, sendo muito mais difícil de ser alterada. Por isso, muitas organizações modernas adotam o lema de contratar pelo caráter e treinar a habilidade. Um funcionário que possui uma atitude resiliente e vontade de aprender pode superar rapidamente suas lacunas técnicas, enquanto um gênio técnico sem atitude colaborativa pode se tornar um elemento tóxico para o time.

Mapeamento de competências e o dicionário organizacional

O primeiro passo prático para implementar esse modelo é o mapeamento de competências, um processo de investigação que identifica quais capacidades a empresa já possui e quais ela precisa adquirir para atingir seus objetivos. Esse mapeamento resulta na criação do dicionário de competências, um documento mestre que descreve detalhadamente cada competência e os comportamentos observáveis que a caracterizam. Sem esse dicionário, a avaliação de pessoas torna-se subjetiva e injusta, baseada apenas na intuição do gestor e não em critérios claros e compartilhados por toda a organização.

O dicionário geralmente divide as competências em dois grandes grupos: as core competences ou competências organizacionais e as competências específicas ou funcionais. As competências organizacionais são aquelas que todos os funcionários, do presidente ao estagiário, devem possuir, pois refletem a cultura e os valores da marca. Por exemplo, uma empresa de tecnologia pode ter o foco na inovação como uma competência core. Isso significa que se espera que todos busquem constantemente formas novas e melhores de realizar seu trabalho. Já as competências funcionais são específicas para cada área; um contador precisa de excelência em análise de dados, enquanto um gestor de vendas precisa de liderança inspiradora e foco em resultados.

Um exemplo prático de aplicação do dicionário ocorre durante uma entrevista de seleção. Em vez de perguntar ao candidato se ele é um bom líder, o recrutador utiliza as definições do dicionário para fazer perguntas comportamentais. Ele pode pedir: conte-me sobre uma situação real onde você teve que gerenciar um conflito entre dois membros da sua equipe e qual foi o resultado. Ao analisar a resposta, o gestor compara o comportamento relatado com os indicadores descritos no dicionário, garantindo que a contratação seja baseada em evidências de competência e não apenas em uma boa impressão pessoal do candidato.

Recrutamento e seleção baseados em competências

No modelo tradicional de recrutamento, o foco era quase exclusivo no currículo, avaliando a formação acadêmica e o tempo de experiência em cargos anteriores. Embora esses dados ainda sejam importantes, a gestão por competências introduziu a técnica da Seleção por Competências, que busca identificar se o candidato possui o perfil comportamental necessário para a cultura da empresa. O objetivo é prever o desempenho futuro com base no comportamento passado. Isso reduz drasticamente os custos com contratações erradas e diminui a rotatividade de pessoal, que é um dos maiores ralos de dinheiro das empresas modernas.

Durante a seleção, o profissional de Recursos Humanos utiliza a entrevista comportamental com foco em competências, onde o candidato é estimulado a descrever situações reais que viveu. A técnica utiliza a lógica de que o comportamento passado é o melhor preditor do comportamento futuro. Se uma vaga de atendimento ao cliente exige a competência de resiliência, o recrutador buscará exemplos de como o candidato lidou com um cliente agressivo ou uma situação de alta pressão. Se o candidato consegue narrar a situação de forma estruturada, mostrando sua ação e o resultado positivo obtido, ele demonstra possuir a competência na prática.

Além da entrevista, podem ser aplicadas dinâmicas de grupo e testes situacionais que simulam os desafios reais do cargo. Imagine uma seleção para novos gerentes de banco onde os candidatos são colocados em uma simulação de crise financeira e precisam tomar decisões rápidas sob pressão. A forma como eles interagem, lideram e resolvem o problema fornece dados valiosos sobre suas atitudes e habilidades que um currículo impresso jamais revelaria. Esse processo de seleção mais rigoroso e técnico garante que a empresa construa uma equipe de alta performance alinhada aos seus valores estratégicos.

Avaliação de desempenho e o gap de competências

A avaliação de desempenho é a ferramenta que permite monitorar a evolução dos talentos e identificar o gap de competências, que é a distância entre a competência que o cargo exige e a competência que o funcionário efetivamente demonstra no dia a dia. No modelo de competências, a avaliação deixa de ser um momento de punição ou cobrança de metas numéricas frias para se tornar um diálogo sobre desenvolvimento e carreira. O feedback é a peça central desse processo, servindo como uma bússola que orienta o profissional sobre seus pontos fortes e suas áreas de melhoria.

Um modelo de avaliação muito eficaz é a avaliação trezentos e sessenta graus, onde o funcionário é avaliado por seus superiores, seus pares, seus subordinados e até por ele mesmo (autoavaliação). Essa visão multifacetada fornece um retrato muito mais fiel da realidade do que a avaliação tradicional feita apenas pelo chefe imediato. Por exemplo, um gestor pode acreditar que possui uma excelente competência de comunicação, mas a avaliação de seus subordinados pode revelar que ele é pouco acessível e centralizador. Confrontar essas diferentes percepções é o ponto de partida para um crescimento real e para a quebra de pontos cegos comportamentais.

Ao final do ciclo de avaliação, o gestor e o colaborador analisam o resultado para identificar as necessidades de treinamento. Se a avaliação mostra que um analista de marketing possui excelente criatividade, mas falha na competência de gestão de projetos, a empresa não deve demiti-lo, mas sim investir em seu desenvolvimento. Identificar o gap de competências permite que o investimento em treinamento seja cirúrgico e eficaz, atacando exatamente onde a fraqueza reside e potencializando os talentos que já existem na casa.

Treinamento e desenvolvimento focado em competências

Diferente do treinamento tradicional, que muitas vezes oferece cursos genéricos para todos os funcionários sem critério, o Treinamento e Desenvolvimento (T&D) focado em competências é personalizado e estratégico. Ele nasce diretamente do mapeamento de gaps identificado na avaliação de desempenho. O objetivo é fechar as lacunas de conhecimento e habilidade, ao mesmo tempo em que se estimula a mudança de atitude. Para isso, as organizações utilizam a metodologia do Plano de Desenvolvimento Individual (PDI), um contrato de crescimento entre a empresa e o colaborador.

No PDI, definem-se ações práticas para o desenvolvimento de competências específicas em um prazo determinado. O desenvolvimento não ocorre apenas em salas de aula; a gestão moderna utiliza a regra do setenta, vinte, dez. Essa regra postula que setenta por cento do aprendizado ocorre através da experiência direta no trabalho, enfrentando novos desafios e projetos. Vinte por cento acontece através do aprendizado com os outros, via mentoria, coaching e feedback. Apenas dez por cento do aprendizado vem da educação formal e cursos teóricos. Portanto, um PDI eficaz pode incluir a participação em um comitê especial ou a liderança de um projeto temporário para desenvolver a competência de liderança na prática.

Um exemplo prático seria um desenvolvedor de software que deseja ser promovido a coordenador de equipe. Seu PDI pode prever que ele faça um curso de gestão de pessoas (dez por cento), receba mentoria semanal do seu atual gerente (vinte por cento) e assuma a responsabilidade de integrar os novos estagiários da equipe (setenta por cento). Ao final de seis meses, a empresa reavalia se o gap de competência foi fechado. Esse foco na prática garante que o aprendizado seja transferido imediatamente para o desempenho organizacional, gerando um retorno sobre o investimento muito superior aos modelos de ensino tradicionais.

Gestão de carreiras e sucessão por competências

A gestão de carreiras em um modelo por competências oferece uma visão clara dos caminhos possíveis para o crescimento dentro da organização, eliminando a dependência do tempo de casa ou do favoritismo pessoal. Ao conhecer as competências exigidas para cada nível hierárquico, o funcionário sabe exatamente o que precisa desenvolver para atingir o próximo patamar. Isso cria um ambiente de meritocracia técnica e comportamental, aumentando a motivação e o engajamento, pois o sucesso profissional passa a estar sob o controle do próprio indivíduo e de sua dedicação ao desenvolvimento pessoal.

Um conceito fundamental aqui é o de carreira em Y, que valoriza tanto o caminho da gestão quanto o caminho técnico. Em muitas empresas tradicionais, um excelente especialista é promovido a gerente para ganhar mais, mas muitas vezes ele não possui competências de liderança e a empresa acaba perdendo um ótimo técnico e ganhando um péssimo gestor. No modelo por competências, esse profissional pode escolher seguir a carreira de especialista técnico, sendo valorizado e remunerado no mesmo nível de um gerente, desde que demonstre as competências de alta complexidade técnica exigidas. Isso permite que os talentos permaneçam onde geram mais valor para o negócio.

A sucessão por competências é o processo de identificar e preparar os futuros líderes da organização antes que as vagas fiquem abertas. Através do mapeamento constante, a empresa identifica quem são os talentos de alto potencial e cria trilhas de desenvolvimento acelerado para eles. Imagine que o Diretor Financeiro planeja se aposentar em dois anos; a gestão por competências permite identificar quais gerentes possuem as competências necessárias e investir em sua preparação. Quando a vaga surge, a sucessão ocorre de forma fluida, sem sobressaltos operacionais e garantindo a continuidade da visão estratégica da empresa através de líderes já aculturados e competentes.

Remuneração estratégica e recompensas por competência

A remuneração por competências é uma das formas mais modernas de recompensar o capital humano, vinculando parte do salário ao desenvolvimento e à aplicação das capacidades do indivíduo. Diferente da remuneração por cargo, que paga um valor fixo independente de quem o ocupa, a remuneração por competência premia o profissional que investe em si mesmo e que entrega mais valor através de suas habilidades superiores. Isso estimula uma cultura de aprendizado contínuo, onde o aumento salarial é a consequência direta do aumento da complexidade e da eficácia do trabalho realizado pelo colaborador.

Para implementar esse modelo, a empresa define faixas salariais dentro de cada cargo, e o movimento do funcionário entre essas faixas depende da comprovação da aquisição de novas competências descritas no dicionário. Por exemplo, um analista júnior que domina um novo idioma ou uma nova tecnologia crítica para o negócio pode receber um aumento por competência, mesmo que continue no mesmo cargo. Essa flexibilidade retém os melhores talentos, pois eles sentem que seu esforço de desenvolvimento é reconhecido financeiramente de forma ágil, sem precisar esperar por uma vaga de promoção que pode demorar anos para surgir.

Além do salário fixo, as recompensas podem incluir bônus por desempenho, benefícios personalizados e reconhecimento público. O foco deve ser criar um sistema de recompensas que incentive os comportamentos desejados pela cultura organizacional. Se a empresa valoriza a colaboração, o bônus deve ser atrelado ao desempenho da equipe e não apenas ao individual. A remuneração estratégica transforma o custo de pessoal em um investimento em performance, garantindo que os recursos financeiros da empresa sejam direcionados para recompensar quem efetivamente contribui para a diferenciação e o sucesso do negócio.

Liderança e o papel do gestor como coach

Na gestão por competências, o papel do líder sofre uma transformação radical, deixando de ser um fiscal de tarefas para se tornar um gestor de talentos e um coach de sua equipe. O líder moderno é responsável por identificar o potencial de cada subordinado, fornecer feedbacks constantes e apoiar a construção dos Planos de Desenvolvimento Individual. Ele deve atuar como um facilitador que remove as barreiras para que sua equipe possa performar no nível máximo de competência. A liderança deixa de ser baseada no poder da hierarquia e passa a ser baseada na autoridade do conhecimento e da inspiração.

Um exemplo prático dessa liderança ocorre durante as reuniões de acompanhamento de resultados. Em vez de apenas cobrar números, o líder coach pergunta: quais foram os maiores desafios que você enfrentou para bater essa meta? Quais competências você sentiu que precisou usar mais? O que podemos desenvolver para que no próximo mês você tenha mais facilidade?. Essa abordagem estimula a autorreflexão e a responsabilidade do funcionário pelo seu próprio desenvolvimento. O líder atua como um mentor que compartilha sua experiência, mas que também desafia o liderado a encontrar suas próprias soluções, desenvolvendo assim a competência de autonomia e resolução de problemas.

Para que isso funcione, a própria organização deve investir no desenvolvimento das competências de liderança de seus gestores. Liderar pessoas é uma das tarefas mais complexas em qualquer empresa e exige competências de inteligência emocional, escuta ativa, empatia e visão sistêmica. Um gestor tecnicamente brilhante mas comportamentalmente inepto pode destruir o engajamento de uma equipe inteira em pouco tempo. A gestão por competências garante que os líderes sejam escolhidos e desenvolvidos com base em sua capacidade real de gerir o capital humano, que é o motor que sustenta a estratégia do negócio.

Cultura organizacional e a sustentabilidade do modelo

A implementação bem-sucedida da gestão por competências depende intrinsecamente da cultura organizacional. Não se trata apenas de instalar um novo software de RH ou criar planilhas complexas; é necessário que os valores da empresa apoiem o mérito, a transparência e o desenvolvimento contínuo. Se a alta diretoria não acredita no potencial das pessoas ou se o ambiente é marcado pelo medo e pela punição ao erro, o modelo de competências será apenas uma fachada burocrática sem efeito real no desempenho. A cultura deve ser o solo fértil onde a semente das competências possa crescer.

Um aspecto vital para a sustentabilidade do modelo é a transparência. Todos os funcionários devem conhecer o dicionário de competências, saber como serão avaliados e entender quais são os critérios para crescimento e remuneração. Quando as regras do jogo são claras e justas, o clima organizacional melhora e o sentimento de justiça aumenta. As pessoas sentem-se seguras para investir seu tempo e energia no desenvolvimento pessoal porque confiam que a empresa reconhecerá esse esforço. A gestão por competências é um pacto de confiança mútua entre a organização e seus talentos.

Além disso, a gestão por competências deve ser dinâmica, evoluindo conforme as mudanças no mercado e na tecnologia. O dicionário de competências de dez anos atrás certamente não atende às necessidades de hoje, onde competências digitais e agilidade emocional tornaram-se cruciais. A empresa deve realizar revisões periódicas em seu modelo para garantir que ele continue alinhado à estratégia de longo prazo. Uma organização que aprende é aquela que revisita constantemente seus processos para garantir que possui as pessoas certas, com as competências certas, nos lugares certos, preparadas para enfrentar os desafios de um mundo em constante transformação.

O futuro da gestão de pessoas e a era da inteligência humana

Ao olharmos para o futuro, percebemos que a gestão por competências continuará a ser o pilar fundamental da administração de talentos, mas com um foco cada vez maior nas competências socioemocionais, as chamadas soft skills. Em um mundo cada vez mais automatizado pela inteligência artificial, o diferencial humano residirá naquilo que as máquinas não podem replicar: a empatia profunda, o julgamento ético, a criatividade disruptiva e a capacidade de construir relacionamentos significativos. O gestor do futuro será, acima de tudo, um gestor de conexões e propósitos humanos.

A tecnologia será uma grande aliada, utilizando Big Data e inteligência artificial para realizar mapeamentos de competências mais precisos e personalizados. No entanto, o fator humano permanecerá no centro da tomada de decisão. As organizações que prosperarão serão aquelas que conseguirem humanizar a gestão, reconhecendo que cada colaborador é um ser integral, com aspirações e talentos únicos que vão além da sua função técnica. A gestão por competências é o caminho para transformar o trabalho de um fardo em uma oportunidade de realização e crescimento, tanto para o indivíduo quanto para a sociedade.

Em conclusão, a jornada da gestão de pessoas, desde as engrenagens de Taylor até o modelo de competências contemporâneo, é uma história de valorização do potencial humano. Ao implementar essa filosofia com ética, rigor técnico e sensibilidade, as empresas não apenas aumentam sua produtividade e lucro, mas cumprem seu papel social de desenvolver cidadãos mais preparados, resilientes e conscientes. O sucesso de uma organização é a soma das competências de seu pessoal; investir nas pessoas não é apenas um custo operacional, é a única estratégia segura para construir um futuro sustentável, inovador e próspero em meio às fascinantes complexidades do mundo do trabalho.

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