Noções de Direção Defensiva e Prevenção de Sinistros

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Noções de Direção Defensiva e Prevenção de Sinistros - Condições de Segurança e Saúde no Trabalho na Indústria da Construção - Curso online grátis profissionalizante complementar

O que diferencia “Acidente de Trânsito” de “Sinistro de Trânsito” e qual a evolução conceitual da Direção Defensiva?

O trânsito em sua complexidade dinâmica apresenta um cenário de crescente número de veículos e condutores, o que naturalmente eleva a possibilidade de ocorrências. Historicamente, utilizava-se a expressão “Acidente de Trânsito” para descrever esses eventos indesejados. No entanto, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), por meio da NBR 10697/2020, atualizou essa terminologia, substituindo-a por “Sinistro de Trânsito”. Esta mudança não é meramente semântica, mas reflete uma compreensão mais aprofundada sobre a natureza da maioria dessas ocorrências.

A percepção de que grande parte dos incidentes no tráfego não decorrem puramente do acaso, mas sim de fatores que poderiam ser antevistos e evitados, impulsionou essa alteração conceitual. O termo “sinistro” expressa de forma mais contundente e apropriada o infortúnio vivenciado, seja por quem sofre direta ou indiretamente suas consequências, incitando uma abordagem mais rigorosa, preocupada e séria diante de cada evento. Em contrapartida, a ideia de “acidente” frequentemente evoca uma noção de algo imprevisível e incontrolável, destituído de um nexo causal claro.

Pesquisas revelam que no Brasil, a maior parte dos eventos no trânsito, cerca de 90%, está atrelada ao fator humano. Isso reforça a perspectiva de que tais ocorrências não são produto do acaso, mas passíveis de prevenção. A conscientização dos condutores acerca da necessidade de aderir às normas de trânsito e, crucialmente, evitar dirigir após o consumo de álcool, emerge como um pilar fundamental na redução desses sinistros. A Direção Defensiva atua justamente nesse espectro.

Originalmente, a Direção Defensiva concentrava-se nas ações que o condutor deveria empreender para se proteger ao se deparar com uma adversidade, visando evitar um sinistro iminente. Era um conceito focado na reação e na capacidade de “defender-se” de situações de perigo. Contudo, a evolução do entendimento sobre a prevenção de sinistros e a causalidade dos sinistros levou ao desenvolvimento e à valorização da Condução Preventiva.

A Condução Preventiva representa uma atitude contínua e proativa que o condutor deve incorporar ao seu comportamento ao volante. Ela se traduz em uma postura constante de observação, antecipação de riscos e tomada de decisões que visam prevenir que as condições adversas no trânsito se concretizem em sinistros. Não se trata apenas de reagir ao perigo, mas de agir de forma a impedir que ele surja ou minimize drasticamente suas potencialidades danosas. A justificativa para esta mudança de perspectiva reside justamente no objetivo de ir além da mera defesa, buscando um conceito mais abrangente focado na prevenção e na segurança de todos.

Neste contexto, a Direção Defensiva, sob a ótica da Condução Preventiva, incorpora um conjunto de técnicas e procedimentos aplicados na formação e atualização de condutores com o propósito de evitar sinistros ou mitigar suas consequências, independentemente das condições desfavoráveis ou das condutas inadequadas de outros usuários da via. A meta é promover um ambiente de trânsito mais seguro para todos os envolvidos. Para alcançar tal objetivo, o condutor necessita estar em constante estado de atenção e preparado para adotar as atitudes adequadas.

A atitude preventiva, como mencionado, é permanente, envolvendo a observação atenta, a capacidade de prever situações de risco e a habilidade de decidir corretamente para evitar sinistros. Já a atitude corretiva é aquela adotada quando, inesperadamente, surge a possibilidade de um sinistro, exigindo do condutor uma pronta correção para gerenciar a situação. Ambas as atitudes são essenciais e complementares na Direção Defensiva moderna, orientada pela prevenção de sinistros.

A relevância da Condução Preventiva reside na sua capacidade de antecipar problemas. Por princípio, o condutor preventivo adota medidas antecipadas para se resguardar de situações indesejadas, consciente de sua responsabilidade em preservar vidas ao conduzir de maneira racional e diligente, embasado em seus conhecimentos teóricos e práticos e experiências adquiridas. Dirigir de forma preventiva significa completar o percurso respeitando as leis de trânsito. Muitos ocorrências poderiam ser evitadas por meio de uma postura proativa. Em certas circunstâncias, para evitar consequências danosas, pode ser necessário ceder espaço ou preferência a um condutor que esteja agindo de forma incorreta.

A compreensão da diferença entre prever e evitar é crucial neste ponto. Prever situa-se no campo da suposição, enquanto evitar exige ação concreta. Nem sempre o que é previsto pode ser evitado integralmente, especialmente quando se trata de fenômenos naturais extremos considerados inevitáveis. No entanto, a Direção Defensiva busca equipar o condutor com o conhecimento e as habilidades para minimizar os impactos até mesmo dessas situações, e, fundamentalmente, evitar aqueles sinistros causados por falhas humanas, como desconhecimento das normas, desobediência à distância de segurança, negligência na manutenção do veículo ou condução sob influência de álcool. O conceito de Sinistro de Trânsito abarca justamente essa perspectiva, considerando a maioria dos eventos como passíveis de prevenção.

Em resumo, a evolução conceitual da Direção Defensiva reflete uma mudança de paradigma, passando de uma abordagem primariamente reativa para uma postura proativa e preventiva. A substituição do termo “acidente” por “sinistro” sublinha a responsabilidade e a possibilidade de intervenção humana na redução das ocorrências no trânsito. A Condução Preventiva, como pilar da Direção Defensiva contemporânea, busca capacitar o condutor a antecipar riscos, tomar decisões seguras e, assim, contribuir ativamente para a prevenção de sinistros e a construção de um trânsito mais seguro e humano.

Importante mencionar que a base teórica deste curso é respaldada na apostila de “Direção Defensiva e Prevenção de Sinistros” do DETRAN-PE. Vamos lá!

 

Como identificar e agir diante das diversas condições adversas na condução preventiva para evitar sinistros?

No dia a dia do trânsito, o condutor está sujeito a diversas condições adversas, que são circunstâncias desfavoráveis capazes de comprometer a segurança, o desempenho ao volante e, consequentemente, aumentar o risco de sinistros. Estas condições podem manifestar-se isoladamente ou em conjunto, intensificando o perigo. Uma Direção Defensiva, pautada na Condução Preventiva, exige que o condutor saiba identificar essas situações e adotar as ações adequadas para mitigar seus efeitos.

 

Condições Adversas de Luz

A iluminação, seja natural ou artificial, exerce influência significativa na Direção Defensiva. O excesso de claridade pode provocar ofuscamento, enquanto a transição brusca de áreas iluminadas para escuras gera penumbra. O ofuscamento pode ser causado pelo farol alto de veículos no sentido contrário, pelo reflexo da luz solar em superfícies ou ao sair de túneis em dias claros. Nesses casos, a visão do condutor pode levar alguns segundos para se restabelecer, período no qual o veículo percorre uma distância considerável.

Para lidar com o ofuscamento, o condutor preventivo deve reduzir a velocidade, sinalizar com lampejo de faróis para alertar o outro motorista sobre o uso do farol alto e, se necessário, guiar-se pela margem direita da via, evitando olhar diretamente para a luz ofuscante. Em túneis, é crucial manter a luz baixa acesa mesmo durante o dia e reduzir a velocidade ao entrar ou sair para permitir a adaptação da visão, mantendo uma distância de segurança ampliada do veículo à frente. O uso da pala interna ou óculos de sol também pode ajudar a minimizar o efeito da luz solar direta.

 

Condições Adversas de Tempo

Frio, calor intenso, vento forte, chuva, granizo e neblina são condições adversas de tempo que reduzem a visibilidade e a aderência, tornando a dirigibilidade mais difícil. A chuva, por exemplo, deixa a pista escorregadia e aumenta o risco de aquaplanagem, fenômeno onde uma camada de água impede o contato do pneu com o solo. A aquaplanagem é mais provável em altas velocidades, com pneus desgastados ou mal calibrados, e em vias com grande acúmulo de água.

Se o veículo aquaplanar, o condutor não deve frear bruscamente. A ação correta na Direção Defensiva é segurar firme o volante, manter o veículo em linha reta e desacelerar suavemente, tirando o pé do acelerador, até que os pneus recuperem a aderência. Para evitar a aquaplanagem, reduza a velocidade em piso molhado, mantenha os pneus em bom estado com sulcos adequados e calibragem correta. Em casos de chuva forte ou neblina intensa, a decisão mais prudente é parar em local seguro e aguardar a melhora das condições climáticas.

 

Condições Adversas da Via

As características e o estado de conservação da via também representam condições adversas. Curvas acentuadas, desníveis, buracos, falta de acostamento, obras na pista ou sinalização deficiente exigem atenção redobrada do condutor para a prevenção de sinistros.

Ao se deparar com essas condições, o condutor que pratica a Direção Defensiva deve reduzir a velocidade com antecedência. Em curvas, por exemplo, diminua a velocidade antes de iniciá-la e evite frear bruscamente durante a manobra para não derrapar ou perder o controle. Fique atento a buracos e ondulações, pois passar por eles em alta velocidade pode danificar o veículo e causar a perda de controle. Em vias desconhecidas ou com pouca iluminação, reduza ainda mais a velocidade e esteja preparado para desviar de obstáculos inesperados.

 

Condições Adversas do Trânsito

O comportamento dos demais usuários da via e o fluxo de tráfego são condições adversas do trânsito. O movimento intenso em horários de pico, condutores imprudentes, pedestres desatentos e ciclistas circulando na via exigem constante atenção e capacidade de previsão.

Em vias urbanas com trânsito intenso, a obediência à sinalização e a atenção a pedestres e ciclistas são fundamentais. Em rodovias, onde as velocidades são maiores, a atenção a ultrapassagens perigosas e a manutenção da distância de segurança são cruciais para a prevenção de sinistros. Em períodos de feriados, o aumento do fluxo de veículos requer paciência e planejamento, evitando horários de pico se possível. O condutor defensivo deve sempre prever as ações dos outros e estar preparado para reagir, por exemplo, a uma freada brusca à frente ou a um veículo mudando de faixa sem sinalizar.

 

Condições Adversas do Veículo

Um veículo em mau estado de conservação é uma condição adversa significativa. Pneus carecas, freios desgastados, limpadores de para-brisa ineficientes, luzes queimadas ou problemas na suspensão aumentam drasticamente o risco de sinistros.

A manutenção preventiva é a chave para lidar com esta condição. O condutor deve seguir o manual do proprietário para realizar as revisões periódicas e verificar regularmente itens como pneus (incluindo o estepe), nível de fluidos (freio, óleo, água), funcionamento das luzes, limpadores de para-brisa e buzina. Por exemplo, verificar a calibragem dos pneus semanalmente e observar se o desgaste é uniforme pode prevenir problemas graves. Lembre-se que a manutenção preventiva é um investimento na sua segurança e na prevenção de sinistros.

 

Condições Adversas do Condutor

As condições adversas do condutor referem-se ao estado físico e psicológico da pessoa que está dirigindo. Sono, fadiga, estresse, distração, uso de álcool, medicamentos ou substâncias tóxicas, e até mesmo preocupações pessoais, podem comprometer a capacidade de reação e a tomada de decisão segura.

Dirigir cansado ou com sono é tão perigoso quanto dirigir embriagado, pois ambos diminuem os reflexos e a capacidade de concentração. Para evitar isso, planeje suas viagens, durma o suficiente antes de dirigir e faça paradas para descansar em percursos longos. Evite distrações ao volante, como usar o celular, comer ou ajustar equipamentos. Se estiver sob efeito de álcool ou medicamentos que possam afetar sua capacidade de dirigir, não assuma o volante. Um condutor consciente de suas limitações físicas e emocionais e que pratica a Direção Defensiva sabe que seu estado interior impacta diretamente a segurança no trânsito.

 

Condições Adversas do Passageiro

O comportamento dos passageiros também pode se tornar uma condição adversa. Barulho excessivo, discussões, ou passageiros passando mal podem desviar a atenção do condutor e causar sinistros. O transporte inadequado de crianças é outro fator de risco.

O condutor responsável, dentro dos princípios da Direção Defensiva e prevenção de sinistros, deve garantir que os passageiros colaborem para um ambiente seguro no veículo. Crianças devem ser transportadas em dispositivos de retenção adequados à sua idade, peso e altura (bebê conforto, cadeirinha, assento de elevação), sempre no banco de trás, conforme a legislação. Se um passageiro estiver causando distração, o condutor deve conversar com ele de forma calma e solicitar sua colaboração pela segurança de todos.

 

Condições Adversas de Carga

O transporte de carga de forma inadequada ou mal acondicionada é uma condição adversa que pode afetar a estabilidade do veículo e gerar riscos. Carga mal distribuída, excesso de peso ou volumes mal amarrados podem deslocar-se durante a viagem, alterando o centro de gravidade do veículo e dificultando manobras, especialmente em curvas e frenagens, aumentando o risco de sinistros.

Ao transportar carga, certifique-se de que ela está bem distribuída, dentro dos limites de peso e volume do veículo, e devidamente fixada para evitar movimentos. Por exemplo, ao transportar objetos no porta-malas ou no bagageiro, distribua o peso de forma equilibrada e utilize amarras seguras. Desconhecer as características da carga ou utilizar um compartimento em mau estado também são fatores de risco a serem evitados na busca pela prevenção de sinistros.

 

Quais as técnicas de Direção Defensiva para lidar com segurança em situações de risco no trânsito?

Mesmo a bordo de um veículo em perfeitas condições e mantendo uma postura de condução preventiva atenta, o ambiente dinâmico do trânsito apresenta cenários de risco que exigem do condutor a aplicação de técnicas específicas de Direção Defensiva. Lidar com imprevistos e perigos exige conhecimento, habilidade e uma capacidade de reação treinada para evitar sinistros ou minimizar suas consequências. As situações de risco são variadas, e para cada uma delas, a prudência e a aplicação correta dos procedimentos podem fazer toda a diferença.

 

Ultrapassagens Perigosas

As ultrapassagens estão entre as manobras que demandam maior atenção e perícia. Quando mal executadas, elas se tornam uma das principais causas de acidentes graves, frequentemente resultando em colisões frontais devastadoras, onde as velocidades dos veículos se somam. A Direção Defensiva ensina que uma ultrapassagem segura depende não apenas da ação do próprio condutor, mas também da avaliação criteriosa das condições da via e do comportamento dos outros motoristas.

Para realizar uma ultrapassagem com segurança, o primeiro passo é observar rigorosamente a sinalização horizontal e vertical, verificando se a manobra é permitida naquele trecho. Por exemplo, linhas contínuas e placas de proibição de ultrapassagem devem ser estritamente respeitadas. Evite ultrapassar em locais de visibilidade limitada, como curvas, subidas, descidas, pontes, túneis e cruzamentos. Antes de iniciar a manobra, olhe pelos espelhos retrovisores para se certificar de que nenhum veículo está te ultrapassando e sinalize sua intenção com antecedência. Avalie a distância necessária para completar a ultrapassagem com folga, considerando a velocidade dos veículos envolvidos e a potência do seu carro. Durante a ultrapassagem, mantenha uma velocidade constante e segura e retorne à sua faixa somente quando puder ver o veículo ultrapassado completamente pelo espelho retrovisor interno, garantindo uma distância segura. É essencial estar preparado para desistir da ultrapassagem se as condições mudarem inesperadamente ou se outro condutor realizar uma manobra arriscada.

 

Situações de Derrapagem

A derrapagem ocorre quando os pneus perdem a aderência com a superfície da pista, levando à perda de controle direcional do veículo. Isso pode acontecer em piso molhado, com óleo ou areia na pista, ou ao realizar curvas e frenagens bruscas. A sensação de o veículo não responder aos comandos do volante pode ser desesperadora, mas saber como agir é crucial para tentar retomar o controle e evitar um sinistro.

Se o veículo começar a derrapar, a regra de ouro da Direção Defensiva é não pisar no freio bruscamente, pois isso pode agravar a perda de controle. Mantenha a calma e retire o pé do acelerador suavemente. Segure o volante com firmeza, mas gire-o delicadamente na direção em que a traseira do carro está deslizando. Por exemplo, se a traseira do veículo estiver escorregando para a esquerda, esterce o volante levemente para a esquerda. Evite movimentos bruscos no volante. O objetivo é realinhar o veículo com a direção do movimento. Assim que sentir os pneus recuperarem a aderência, endireite o volante suavemente. A prevenção da derrapagem envolve adequar a velocidade às condições da pista, manter os pneus em bom estado e evitar manobras súbitas.

 

Ondulações e Buracos na Pista

A infraestrutura das vias nem sempre é perfeita, e ondulações, buracos e outras irregularidades são riscos potenciais que podem danificar o veículo e, em altas velocidades, causar a perda de controle.

Ao avistar ondulações ou buracos, o condutor defensivo deve reduzir a velocidade significativamente antes de alcançá-los. Evite frear diretamente sobre o obstáculo, pois isso pode desestabilizar o veículo. Se não for possível desviar do buraco com segurança, passe por ele em velocidade reduzida para minimizar o impacto e proteger os componentes da suspensão. Por exemplo, em uma estrada com muitos buracos, diminua bastante a velocidade e redobre a atenção para desviar sempre que possível. Dirigir em velocidades incompatíveis com as condições da pista é uma atitude de risco que a Direção Defensiva condena.

 

Navegando por Cruzamentos, Rotatórias e Curvas

Cruzamentos e rotatórias são pontos de conflito natural no fluxo de tráfego, exigindo atenção máxima devido à convergência de veículos e pedestres. Curvas, por sua vez, requerem uma abordagem técnica correta para serem feitas com segurança.

Nos cruzamentos e rotatórias, a Direção Defensiva impõe o respeito irrestrito à sinalização e às regras de preferência. Mesmo que você tenha a preferência, reduza a velocidade ao se aproximar e esteja preparado para a possibilidade de outro condutor não respeitar seu direito de passagem. Por exemplo, ao se aproximar de um cruzamento com semáforo, observe se outros veículos estão em velocidade excessiva ou parecem não ter a intenção de parar. Esteja pronto para frear se necessário.

Em curvas, a velocidade deve ser adequada ao raio da curva, às condições do piso e do clima. Reduza a velocidade antes de entrar na curva. Durante a manobra, mantenha uma velocidade constante ou acelere suavemente apenas na saída da curva. Evite frear ou mudar de marcha bruscamente no meio da curva, pois isso pode causar derrapagem ou a perda de controle. Segure o volante firmemente com as duas mãos e olhe para o ponto mais distante da curva para onde você deseja ir. Manter o veículo com a manutenção em dia, especialmente o sistema de suspensão, é crucial para a estabilidade em curvas.

 

Técnicas de Frenagem Eficaz

A capacidade de parar o veículo de forma segura e no menor espaço possível é fundamental para evitar sinistros. Existem diferentes técnicas de frenagem, e a escolha da mais adequada depende da situação e do tipo de sistema de freios do veículo.

Em uma frenagem normal, aplique pressão progressiva no pedal do freio, aumentando a força gradualmente até a parada desejada. Em uma frenagem de emergência, onde é preciso parar rapidamente para evitar uma colisão, a técnica muda. Em veículos sem ABS, o condutor deve aplicar força no freio, mas modular a pressão para evitar o travamento das rodas, liberando levemente o pedal se sentir que as rodas vão travar, e reaplicando a pressão em seguida (frenagem intermitente). O objetivo é manter o controle direcional. Em veículos equipados com ABS, o condutor deve pisar fundo no pedal do freio e mantê-lo pressionado. O sistema ABS fará o trabalho de modular a pressão para evitar o travamento e permitir que o motorista mantenha o controle da direção. Conhecer o sistema de freios do seu veículo e praticar a frenagem em local seguro pode aumentar sua confiança e habilidade em situações de emergência, contribuindo para a prevenção de sinistros.

 

Por que a distância de segurança é crucial na prevenção de sinistros e como aplicá-la na prática?

Manter uma distância de segurança adequada é um dos princípios fundamentais da Direção Defensiva e desempenha um papel crucial na prevenção de sinistros. Essa distância não é apenas um número, mas sim uma margem de tempo e espaço que permite ao condutor reagir a situações inesperadas e evitar colisões, sendo a colisão traseira um dos tipos mais comuns diretamente ligados à falta dessa margem. A distância de segurança eficaz capacita o condutor a responder a imprevistos sem comprometer a segurança de si mesmo, de seus passageiros e dos demais usuários da via.

Para entender a importância prática da distância de segurança, é essencial conhecer os elementos que compõem o processo de parada de um veículo em movimento. Este processo pode ser dividido em três etapas distintas, cada uma correspondendo a uma distância percorrida: a distância de reação, a distância de frenagem e a distância de parada. A distância de reação é o espaço que o veículo percorre desde o momento em que o condutor identifica uma situação de perigo – por exemplo, percebe que o veículo à frente freou bruscamente – até o momento em que ele inicia a ação de frenagem, movendo o pé do acelerador para o pedal do freio. Mesmo para um condutor atento e em boas condições físicas, este tempo de reação raramente é instantâneo, levando em média entre 0,75 e 1,5 segundos. Durante esse curto lapso de tempo, o veículo continua seu trajeto na velocidade em que se encontrava.

Após a conclusão do tempo de reação e o acionamento do sistema de freios, o veículo começa a desacelerar e percorre a distância de frenagem. Esta é a distância que o veículo percorre desde o instante em que a frenagem se inicia até a sua parada completa. A distância de frenagem é diretamente influenciada por diversos fatores. A velocidade do veículo é o fator mais significativo: quanto maior a velocidade, dramaticamente maior será a distância de frenagem necessária. As condições da superfície da pista – se está seca, molhada, com óleo, areia ou irregularidades – afetam diretamente a aderência dos pneus e, consequentemente, a eficiência da frenagem. O estado de conservação dos pneus, do sistema de freios e da suspensão do veículo também são determinantes para uma frenagem eficaz. Pneus desgastados ou freios em mau estado aumentam consideravelmente a distância de frenagem.

A distância de parada total do veículo é a soma da distância de reação com a distância de frenagem. Representa a distância total percorrida desde o momento em que o condutor percebe o perigo até o veículo parar completamente. Para que a Direção Defensiva seja eficaz na prevenção de sinistros, a distância de segurança que se mantém do veículo à frente deve ser sempre maior do que a distância de parada estimada para as condições atuais de trânsito, velocidade e do veículo.

Manter uma distância de seguimento segura é fundamental para ter essa margem de manobra. Uma técnica prática e amplamente recomendada para estimar a distância de seguimento é a regra dos dois segundos. Essa técnica permite que o condutor avalie o espaço entre seu veículo e o da frente em termos de tempo, o que é mais relevante para a capacidade de reação do que uma medida estática em metros, que varia muito com a velocidade.

Para aplicar a regra dos dois segundos, escolha um ponto de referência fixo à margem da via, como uma placa de trânsito, um poste de iluminação, uma árvore ou qualquer outro objeto imóvel. Observe o momento em que a traseira do veículo que segue imediatamente à sua frente passa por este ponto de referência. Assim que a traseira do veículo da frente cruzar o ponto, comece a contar pausadamente: “cinquenta e um, cinquenta e dois”. Se a frente do seu veículo atingir o mesmo ponto de referência antes de você terminar de dizer “cinquenta e dois”, significa que você está seguindo o veículo à frente com menos de dois segundos de diferença, o que é insuficiente para uma parada segura em caso de emergência. Nesse cenário, você deve reduzir a sua velocidade gradualmente para aumentar a distância até que consiga passar pelo ponto de referência após completar a contagem de “cinquenta e dois”. Se você passar pelo ponto de referência depois de terminar a contagem, a sua distância de seguimento é considerada segura para condições normais.

É crucial entender que a regra dos dois segundos é um guia para condições ideais. Em condições adversas, a distância de segurança deve ser aumentada significativamente. Por exemplo, em pista molhada pela chuva, a aderência dos pneus diminui drasticamente, aumentando a distância de frenagem e o tempo de reação. Nesses casos, a contagem deve ser de pelo menos três ou até quatro segundos. Ao seguir veículos pesados, como caminhões ou ônibus, que geralmente precisam de uma distância de frenagem maior, ou em situações de baixa visibilidade como neblina, chuva forte ou à noite, a distância de segurança também deve ser ampliada. Por exemplo, em uma estrada sob forte neblina, a contagem poderia ser “cinquenta e um, cinquenta e dois, cinquenta e três, cinquenta e quatro” para garantir um intervalo de quatro segundos ou mais.

Além da distância de seguimento frontal, a Direção Defensiva também enfatiza a importância da distância lateral segura. Ao ultrapassar ou ser ultrapassado, especialmente por veículos menores e mais vulneráveis como motocicletas e bicicletas, manter uma distância lateral adequada (legalmente estabelecida em 1,5 metro para ciclistas) é vital para evitar sinistros.

 

Como a Direção Defensiva pode ajudar a evitar os diferentes tipos de colisões mais comuns?

As colisões representam a materialização de falhas na condução e na percepção de riscos, sendo o impacto entre veículos em movimento ou entre um veículo e outro elemento (fixo ou em movimento). A Direção Defensiva oferece um conjunto de conhecimentos e técnicas essenciais para antever e evitar os tipos mais frequentes de colisões, contribuindo significativamente para a prevenção de sinistros. Conhecer as causas típicas de cada tipo de colisão é o primeiro passo para saber como se proteger delas.

 

Colisão Frontal

Considerada uma das colisões mais violentas e com maior potencial de gravidade, a colisão frontal ocorre quando dois veículos colidem de frente. A energia do impacto é altíssima, pois as velocidades de ambos os veículos se somam. Este tipo de sinistro é mais comum em vias de mão dupla sem separação física das pistas, sendo frequentemente causado por ultrapassagens malfeitas em locais proibidos ou sem visibilidade suficiente, invasão da contramão por desatenção, sono, ingestão de álcool ou excesso de velocidade em curvas.

A Direção Defensiva para evitar a colisão frontal exige o respeito rigoroso à sinalização que proíbe ultrapassagens e a proibição de dirigir sob efeito de álcool ou fadiga. Em vias de mão dupla, redobre a atenção e jamais inicie uma ultrapassagem se não tiver certeza absoluta de que há espaço e tempo suficientes para concluí-la com segurança. Por exemplo, ao se aproximar de uma curva sem visibilidade ou de uma subida, a ultrapassagem é extremamente perigosa. Mantenha-se na sua faixa de rolamento e respeite os limites de velocidade. Em caso de avistar um veículo vindo na contramão, reduza drasticamente a velocidade, sinalize com faróis e buzina, e desloque-se o máximo possível para a margem direita da via, ou até mesmo para o acostamento, se necessário e seguro.

 

Colisão com o Veículo da Frente

A colisão com o veículo da frente, popularmente conhecida como colisão traseira, é um dos tipos de sinistro mais comuns no trânsito urbano e rodoviário. Geralmente, o condutor que colide na traseira alega que o veículo da frente parou “de repente”. No entanto, na vasta maioria dos casos, a causa primordial é a falta de distância de segurança adequada.

A Direção Defensiva ensina que manter a distância de segurança é a maneira mais eficaz de evitar a colisão traseira. Como detalhado no módulo anterior, esta distância deve permitir que você reaja e freie completamente, mesmo se o veículo da frente parar abruptamente. Aplicar a regra dos dois segundos (ou mais em condições adversas) é a técnica fundamental. Por exemplo, se você está seguindo um carro e ele freia inesperadamente, ter a distância de segurança correta lhe dará o tempo e o espaço necessários para acionar seus freios e parar antes do impacto. Dirigir muito próximo (“colado”) ao veículo da frente elimina essa margem crucial, tornando a colisão quase inevitável em qualquer situação de frenagem súbita.

 

Colisão com o Veículo de Trás

Embora a responsabilidade legal geralmente recaia sobre quem colide na traseira, o condutor do veículo da frente também pode adotar medidas de Direção Defensiva para minimizar o risco de ser atingido por trás, especialmente por motoristas que dirigem de forma agressiva ou muito próximos.

Se você perceber que um veículo está te seguindo muito de perto (“colado” na sua traseira), a Direção Defensiva sugere facilitar a ultrapassagem para esse condutor imprudente. Mantenha sua velocidade constante ou reduza-a levemente e, se seguro, desloque-se para a faixa da direita ou para a margem da pista para permitir que ele te ultrapasse. Por exemplo, em uma rodovia com múltiplas faixas, mova-se para a faixa mais à direita se não estiver realizando uma ultrapassagem. Evite frenagens bruscas e desnecessárias. Embora você não possa controlar totalmente o comportamento dos outros, adotar uma postura que evite ser um obstáculo para motoristas impacientes pode reduzir o risco de uma colisão traseira.

 

Colisão com Objetos Fixos

Colidir com objetos imóveis na via, como postes, muros, árvores ou defensas metálicas, geralmente indica uma perda de controle do veículo. As causas podem ser diversas, incluindo dirigir sob influência de álcool, medicamentos ou fadiga, excesso de velocidade em curvas, derrapagem, ou desviar bruscamente de um obstáculo (como um buraco ou animal) na pista.

A Direção Defensiva para evitar colisões com objetos fixos passa por manter o controle do veículo em todos os momentos. Isso inclui adequar a velocidade às condições da via, do clima e do seu estado físico/emocional. Evite dirigir sob efeito de substâncias que alterem seus reflexos ou com sono/fadiga. Se precisar desviar de um obstáculo, faça-o de forma suave e controlada, acionando os freios de maneira adequada (como discutido no Módulo 3) se necessário. Manter o veículo em bom estado de manutenção, com pneus e freios em ordem, também é crucial para manter o controle em situações de emergência.

 

Colisão com Trens

Colisões em passagens de nível (cruzamentos de via férrea com a pista) são extremamente perigosas devido ao grande porte e dificuldade de frenagem dos trens. A pressa, a desatenção ou o desrespeito à sinalização são as causas mais comuns.

A Direção Defensiva em passagens de nível é clara: Pare – Olhe – Escute. Ao se aproximar de uma linha férrea, mesmo que a sinalização indique que não há trem se aproximando ou que as barreiras estejam levantadas, reduza a velocidade, pare o veículo completamente antes da linha férrea, olhe para ambos os lados da via férrea para verificar a aproximação de trens e escute atentamente. Só atravesse se tiver certeza absoluta de que não há trem vindo e se houver espaço suficiente para o seu veículo após a linha férrea, sem ter que parar sobre ela. Por exemplo, nunca tente “ganhar” do trem ou atravessar se o sinal sonoro ou visual estiver ativo. Lembre-se que um trem precisa de uma distância enorme para parar.

 

Colisão com Bicicletas

A interação entre veículos automotores e bicicletas requer atenção especial, pois os ciclistas são usuários vulneráveis da via. Colisões envolvendo bicicletas podem ocorrer por desatenção dos motoristas, falta de distância lateral segura ao ultrapassar ciclistas, ou manobras bruscas realizadas pelos ciclistas ou pelos motoristas.

A Direção Defensiva para evitar colisões com bicicletas envolve estar sempre atento à presença de ciclistas, especialmente em áreas urbanas e em horários de maior movimento. Ao ultrapassar um ciclista, mantenha uma distância lateral segura de pelo menos 1,5 metro, conforme a legislação. Sinalize suas intenções com antecedência ao mudar de faixa ou fazer conversões e verifique seus pontos cegos, pois um ciclista pode estar ali. Por exemplo, antes de abrir a porta do seu carro estacionado, olhe para trás para verificar se um ciclista está se aproximando. Ceda a passagem a ciclistas em cruzamentos e ao realizar conversões.

 

Colisão com Motocicletas

Motociclistas, assim como ciclistas e pedestres, são mais vulneráveis em comparação aos veículos de maior porte. Colisões envolvendo motocicletas são comuns e muitas vezes resultam em lesões graves para o motociclista. O desrespeito às normas, a circulação inadequada em corredores e a dificuldade dos motoristas de veículos maiores em perceber as motocicletas nos pontos cegos são fatores de risco.

A Direção Defensiva para evitar colisões com motocicletas inclui estar constantemente atento à presença desses veículos. Verifique seus espelhos retrovisores e pontos cegos antes de mudar de faixa, fazer conversões ou abrir portas. Mantenha uma distância de segurança adequada ao seguir uma motocicleta, pois ela pode parar mais rapidamente que um carro. Ao ultrapassar motocicletas, mantenha uma distância lateral segura. Por exemplo, ao mudar de faixa em uma rodovia, olhe duas vezes antes de mover o volante, verificando se há uma motocicleta no seu ponto cego. Facilite a passagem de motociclistas quando possível e evite “fechá-los” no trânsito.

 

Colisão em Marcha à Ré

Realizar manobras em marcha à ré exige cautela extrema devido à visibilidade limitada. Colisões ao dar marcha à ré podem envolver outros veículos, objetos fixos, pedestres ou animais.

A Direção Defensiva ao dar marcha à ré impõe a obrigação de verificar cuidadosamente o espaço a ser percorrido e a ausência de obstáculos, pessoas ou animais na trajetória. Utilize os espelhos retrovisores (interno e externos) e, se necessário, vire o corpo para olhar diretamente para trás. Em locais com visibilidade restrita, como garagens apertadas ou ao sair de vagas, peça ajuda a alguém para te orientar. Por exemplo, antes de sair de uma vaga de estacionamento em marcha à ré, olhe cuidadosamente para os lados e para trás, verificando a aproximação de pedestres, crianças ou outros veículos. Evite dar marcha à ré em cruzamentos ou locais de pouca visibilidade.

 

Colisão que Envolve Vários Veículos (Engavetamento)

O engavetamento ocorre quando vários veículos colidem em sequência, geralmente em condições de baixa visibilidade (neblina, fumaça), em situações de congestionamento ou devido a frenagens bruscas inesperadas, agravadas pela falta de distância de segurança.

A Direção Defensiva para evitar engavetamentos baseia-se, fundamentalmente, na manutenção de uma distância de segurança ampliada, especialmente em condições adversas ou em tráfego intenso e lento. Esteja atento ao fluxo do trânsito à sua frente e prepare-se para frear se observar que os veículos adiante estão diminuindo a velocidade ou parando. Evite distrações ao volante que possam retardar sua reação a uma mudança no tráfego. Por exemplo, em uma rodovia com neblina, aumente a distância de segurança para mais de dois segundos e reduza a velocidade. Se ocorrer uma frenagem súbita à sua frente e você conseguir parar a tempo, mantenha-se atento pelo retrovisor para a possibilidade de o veículo atrás de você não conseguir parar, e se possível, desloque-se levemente para o acostamento ou para a lateral da pista para aumentar a sua margem de escape.

 

Atropelamento (Pedestres e Animais)

O atropelamento é um tipo de sinistro que envolve a colisão de um veículo com um pedestre ou um animal. Pedestres são extremamente vulneráveis no trânsito, e os animais soltos na pista representam um perigo inesperado.

A Direção Defensiva para evitar atropelamentos exige atenção constante à presença de pedestres e animais na via ou próximos a ela. Em áreas urbanas, especialmente perto de escolas, hospitais, pontos de ônibus e cruzamentos, esteja preparado para a travessia de pedestres, mesmo fora da faixa. Reduza a velocidade em áreas com grande circulação de pessoas. Ao avistar um pedestre esperando para atravessar na faixa, pare e ceda a passagem. Por exemplo, ao se aproximar de uma faixa de pedestres, diminua a velocidade e observe se há pessoas esperando para atravessar.

Em áreas rurais ou regiões onde há animais soltos, reduza a velocidade e redobre a atenção. Ao avistar um animal na pista, reduza a velocidade, buzine brevemente para tentar afastá-lo, mas esteja preparado para frear ou parar se ele não sair. Evite usar o farol alto diretamente nos olhos do animal, pois isso pode cegá-lo temporariamente e impedir que ele saia da pista. Se o atropelamento de um animal for inevitável e colocar sua segurança em risco (por exemplo, um animal de grande porte), freie o máximo possível, mas evite desvios bruscos que possam causar um sinistro ainda mais grave, como uma colisão frontal ou capotamento.

A aplicação consistente das técnicas de Direção Defensiva para cada tipo de colisão é vital para a prevenção de sinistros. Estar sempre atento, respeitar as normas, manter a distância de segurança e adequar a velocidade às condições são atitudes que reduzem drasticamente o risco de se envolver em sinistros.

 

Por fim, quais cuidados específicos o condutor de veículos de duas e três rodas deve ter para uma pilotagem defensiva e prevenção de sinistros?

A condução de veículos de duas e três rodas, como motocicletas, motonetas, ciclomotores e triciclos, oferece agilidade e uma sensação particular de liberdade, mas também apresenta desafios únicos e uma maior vulnerabilidade em comparação com veículos de maior porte. Uma pilotagem defensiva eficaz é fundamental para garantir a segurança do condutor e do passageiro, contribuindo ativamente para a prevenção de sinistros. As orientações de segurança para esses veículos transcendem as regras gerais de trânsito, exigindo atenção redobrada a fatores específicos.

 

Distância de Segurança Aumentada

Assim como para os carros, a distância de segurança é vital para motociclistas, mas sua aplicação exige um cuidado ainda maior. Pilotar muito próximo do veículo à frente reduz drasticamente o tempo de reação do motociclista em caso de uma frenagem súbita ou outro imprevisto. Devido à menor área de contato com o solo e, muitas vezes, à maior agilidade (que pode levar a subestimar a necessidade de espaço), a distância de segurança deve ser rigidamente mantida.

A técnica da regra dos dois segundos, adaptada para motociclistas, é um bom ponto de partida, mas aumentar essa contagem para três ou mais segundos em condições adversas é uma prática de pilotagem defensiva altamente recomendada. Por exemplo, em piso molhado, que compromete a aderência e aumenta a distância de frenagem da motocicleta, ou ao seguir veículos pesados, mantenha uma distância ainda maior. Evite pilotar no “corredor” (entre as faixas de veículos) em velocidades elevadas, pois o espaço para reação é mínimo. Manter uma distância de segurança adequada também facilita a visualização do motociclista pelos motoristas dos veículos à frente, que podem não esperar uma motocicleta tão próxima.

 

Atenção aos Pontos Cegos

Veículos maiores possuem pontos cegos, áreas ao redor onde o motorista tem dificuldade de visualizar outros veículos, pedestres ou motocicletas pelos espelhos. Para o motociclista, ser visto pelos motoristas é uma questão de segurança fundamental.

A pilotagem defensiva orienta o motociclista a evitar permanecer nos pontos cegos dos veículos maiores. Posicione-se de forma que você consiga ver o rosto do motorista do outro veículo no espelho retrovisor dele. Isso geralmente indica que ele consegue te ver. Ao ultrapassar ou transitar próximo a carros e caminhões, passe o mais rápido e seguramente possível para fora dos pontos cegos. Por exemplo, ao se preparar para ultrapassar um caminhão, verifique se o motorista te viu e realize a manobra de forma decisiva, evitando permanecer por muito tempo ao lado do veículo, especialmente na altura das portas ou traseira.

 

Uso Contínuo do Farol Baixo

Uma das características da pilotagem defensiva e uma exigência legal para motocicletas, motonetas e ciclomotores é o uso do farol baixo aceso tanto durante o dia quanto à noite. Esta medida simples, mas extremamente eficaz, aumenta a visibilidade do veículo para os outros usuários da via, reduzindo a probabilidade de não ser visto, especialmente em condições de baixa luminosidade, sob chuva ou em meio ao tráfego.

Manter o farol baixo aceso o tempo todo torna a motocicleta mais perceptível no campo visual dos motoristas de carros e caminhões, que muitas vezes têm dificuldade em avistar veículos menores. Por exemplo, em um dia ensolarado, o farol baixo ainda ajuda a destacar a motocicleta contra o fundo do ambiente, especialmente ao cruzar interseções ou realizar conversões.

 

Pensamento Preventivo Constante

A pilotagem defensiva exige um estado de alerta e um pensamento preventivo contínuo. O motociclista deve antecipar as possíveis ações e erros dos outros usuários da via e estar preparado para reagir a eles.

Observe o comportamento dos motoristas, pedestres e ciclistas ao seu redor. Fique atento a sinais de que alguém pode mudar de faixa sem sinalizar, abrir uma porta de repente, ou cruzar a via inesperadamente. Por exemplo, ao se aproximar de um veículo estacionado, esteja preparado para a possibilidade de uma porta ser aberta. Em cruzamentos, mesmo com o sinal verde a seu favor, observe atentamente os outros veículos para garantir que eles estão respeitando a sinalização. Presumir que os outros podem cometer erros e estar preparado para reagir a eles é uma característica essencial do motociclista defensivo, visando a prevenção de sinistros.

 

Necessidade de Repouso Adequado

A fadiga e o sono afetam gravemente a capacidade de concentração, o tempo de reação e a coordenação motora, tornando a pilotagem defensiva praticamente impossível. O motociclista, por estar mais exposto aos elementos e exigir um maior equilíbrio e controle, sente os efeitos do cansaço de forma mais acentuada.

Em viagens longas, é crucial fazer pausas regulares para descansar. A recomendação é parar por pelo menos 15 minutos a cada hora de pilotagem. Se sentir sinais de fadiga ou sono, pare imediatamente em um local seguro e descanse. Não tente “aguentar” o cansaço pilotando, pois isso aumenta drasticamente o risco de sinistros. Por exemplo, se começar a sentir os olhos pesados ou a ter dificuldade em manter a concentração, procure um posto de gasolina ou área de descanso assim que possível.

 

Cuidado com Veículos de Grande Porte e Vento Forte

Veículos de grande porte, como caminhões e ônibus, podem gerar deslocamentos de ar significativos, especialmente em altas velocidades. Esses deslocamentos de ar e rajadas de vento lateral podem desestabilizar a motocicleta, dificultando o controle e aumentando o risco de queda ou desvio de trajetória, levando a sinistros.

Ao cruzar ou ser ultrapassado por veículos de grande porte, esteja preparado para a ação do vento. Segure o guidão com firmeza e incline o corpo levemente contra o vento, se necessário, para manter o equilíbrio. Mantenha uma distância lateral segura e evite pilotar muito próximo a esses veículos. Por exemplo, se um caminhão vier em sentido contrário em alta velocidade, prepare-se para a rajada de vento antes que ele passe.

 

Uso Adequado dos Retrovisores

Os retrovisores são os olhos do motociclista para tudo o que acontece ao seu redor e atrás. O uso constante e correto dos espelhos é vital para a pilotagem defensiva e para a realização de manobras seguras.

Antes de mudar de faixa, fazer conversões ou parar, sempre verifique os retrovisores para saber a posição dos outros veículos. Ajuste seus retrovisores corretamente antes de sair para garantir a melhor visibilidade possível. Lembre-se de que os pontos cegos existem, mesmo com espelhos bem ajustados, então combine a verificação dos retrovisores com uma olhada rápida por cima do ombro antes de realizar manobras críticas. Por exemplo, antes de mudar da faixa da esquerda para a da direita, verifique o espelho direito e faça uma rápida olhada por cima do ombro direito para garantir que não há uma motocicleta ou carro nos seus pontos cegos.

 

Pilotagem em Piso Molhado e Aquaplanagem

Pilotar em piso molhado pela chuva exige cautela extrema, pois a aderência dos pneus diminui consideravelmente. O risco de aquaplanagem é real e perigoso.

Em piso molhado, reduza significativamente a velocidade. Aumente a distância de segurança do veículo à frente. Realize as manobras, acelerações e frenagens de forma muito suave e progressiva. Evite frenagens bruscas, especialmente em curvas. Ao passar por poças d’água, esteja preparado para a aquaplanagem; segure firme o guidão, mantenha a trajetória reta e retire o pé do acelerador suavemente. Por exemplo, ao ver uma poça grande à frente, diminua bem a velocidade antes de entrar nela. Pneus em bom estado e calibragem correta são ainda mais importantes em piso molhado para a prevenção de sinistros.

 

Técnicas de Frenagem para Motocicletas

As motocicletas possuem sistemas de freios independentes (geralmente dianteiro e traseiro), e a forma correta de utilizá-los é crucial para uma frenagem eficaz e segura.

Em uma frenagem normal, aplique ambos os freios (dianteiro e traseiro) progressivamente. O freio dianteiro é o mais potente e responsável pela maior parte da força de frenagem, mas o uso conjunto e equilibrado dos dois freios é o mais eficiente e seguro. Em uma frenagem de emergência, aplique ambos os freios com firmeza, mas controle a pressão para evitar o travamento das rodas, o que pode causar uma queda. Motocicletas com ABS oferecem uma margem de segurança extra, permitindo que o condutor aplique os freios com mais força sem travar as rodas. Pratique a frenagem em local seguro para desenvolver a sensibilidade e a habilidade de usar os freios corretamente.

 

Realizando Curvas com Segurança

Fazer curvas em motocicletas exige técnica, equilíbrio e adequação da velocidade. Uma curva malfeita pode levar à perda de controle e a sinistros.

Reduza a velocidade antes de entrar na curva. Olhe para o ponto mais distante da curva para onde você quer ir (olhar direcional). Incline a motocicleta suavemente na direção da curva, coordenando a inclinação do corpo se necessário, mas sem exageros. Mantenha uma velocidade constante ou acelere suavemente apenas na saída da curva. Evite frear ou mudar de marcha no meio da curva. Por exemplo, ao se aproximar de uma curva, reduza a velocidade antes de inclinar a moto e comece a acelerar suavemente assim que visualizar a saída da curva.

 

Respeito à Legislação de Trânsito

Conhecer e respeitar a legislação de trânsito é a base da pilotagem defensiva e da convivência segura na via. As leis existem para organizar o fluxo de veículos e proteger todos os usuários.

Mantenha-se atualizado sobre o Código de Trânsito Brasileiro e as resoluções do Contran que se aplicam a veículos de duas e três rodas. Respeite os limites de velocidade, a sinalização, as regras de ultrapassagem e as normas de circulação. Lembre-se que o desconhecimento da lei não justifica seu descumprimento.

 

Transporte Seguro de Passageiros e Cargas

Transportar um passageiro ou carga em uma motocicleta altera o centro de gravidade e a dinâmica do veículo, exigindo cuidados adicionais. O passageiro, em particular, deve estar em sintonia com o condutor.

Para transportar um passageiro, certifique-se de que ele está usando os equipamentos de segurança obrigatórios e adequados. Oriente o passageiro sobre como se comportar: subir e descer somente com a permissão do condutor, manter os pés nas pedaleiras, não fazer movimentos bruscos que possam desestabilizar a moto, e acompanhar levemente a inclinação do condutor nas curvas. Para transportar carga, utilize equipamentos apropriados e certifique-se de que a carga está bem fixada, não excede os limites de peso e volume do veículo e não compromete a sua visibilidade ou o controle.

 

Equipamentos de Segurança Essenciais

O uso de equipamentos de segurança adequados é vital para minimizar lesões em caso de sinistro, mesmo com a melhor pilotagem defensiva.

O capacete é o equipamento mais importante e seu uso correto (afivelado, em bom estado e certificado) é obrigatório e salva vidas. Além do capacete, o motociclista e o passageiro devem usar vestuário de proteção, como jaquetas, calças, luvas e calçados resistentes, que ajudam a proteger contra abrasões em caso de queda. Por exemplo, uma jaqueta com proteções nos ombros e cotovelos pode reduzir significativamente a gravidade de uma lesão.

 

Dispositivo Aparador de Linha (Antena Corta Pipa)

O uso de linhas com cerol ou chilena por alguns praticantes de pipa representa um perigo mortal para motociclistas. O cerol é uma mistura de vidro moído e cola que torna a linha extremamente cortante.

A instalação de um dispositivo aparador de linha, popularmente conhecido como antena corta pipa, é uma medida de segurança importante, especialmente para motociclistas que utilizam o veículo para trabalho (motofrete, mototáxi), embora seja recomendável para todos. Este dispositivo, instalado na parte frontal da motocicleta, tem a função de cortar uma linha antes que ela atinja o condutor, protegendo o pescoço e a parte superior do corpo.

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