Contação de História

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A profissão de contação de histórias para o público infantil remonta aos primórdios das sociedades humanas, quando xamãs, anciãos e membros respeitados de tribos e vilarejos mantinham viva a memória coletiva por meio de mitos, lendas e narrativas orais que explicavam a origem do mundo, transmitiam valores morais e fortaleciam os laços comunitários. Durante milênios, essas histórias passaram de geração em geração sem registro escrito, cumprindo funções educativas, religiosas e de entretenimento.

A profissionalização desse ofício, porém, só começou a se configurar entre os séculos XIX e XX, em resposta à crescente valorização da infância e ao florescimento da literatura infantil na Europa e nos Estados Unidos. Com a publicação de coletâneas como os “Contos de Fadas” dos Irmãos Grimm (1812) e as “Histórias para Crianças” de Hans Christian Andersen (1835), formou-se uma demanda por leituras públicas e dramatizações em salões, feiras literárias, bibliotecas e escolas. Foi nesse contexto que surgiram os primeiros leitores profissionais e dramaturgos infantis, que encantavam as crianças com vozes, gestos e cenários improvisados.

No século XX, o avanço dos estudos em pedagogia e em psicologia da infância — quando pensadores como Eduard Claparède e Maria Montessori passaram a enfatizar o papel do jogo, da imaginação e da fantasia no desenvolvimento infantil — conferiu à contação de histórias um status de ferramenta pedagógica essencial. Bibliotecários, educadores e artistas então começaram a organizar oficinas e apresentações regulares em centros culturais, consolidando a figura do contador de histórias profissional: alguém habilidoso em técnicas de narração, expressão corporal, improvisação cênica e uso de objetos visuais e sonoros, capaz de promover o desenvolvimento da linguagem, da criatividade e do vínculo afetivo entre as crianças.

Atualmente, no Brasil e em diversas partes do mundo, a contação de histórias é reconhecida tanto como atividade cultural quanto educativa, e pode ser exercida por atores, pedagogos, bibliotecários e especialistas em literatura infantil. Temos muito sobre o que conversar nesse curso! Preparados?!

 

Como escolher e adaptar uma história para diferentes públicos?

Antes de qualquer palavra ser dita, antes do primeiro gesto, da primeira mudança de voz, existe um momento fundamental na arte de contar histórias: a escolha e adaptação da narrativa. Não é apenas escolher algo bonito ou interessante aos seus olhos, mas algo que realmente faça sentido para quem vai escutar. Entende? É como preparar um prato: de nada adianta fazer um jantar sofisticado se quem vai comer prefere arroz com feijão. O contador de histórias precisa ser sensível, atento e generoso para colocar o outro no centro do processo narrativo.

A primeira pergunta que deve ecoar na cabeça de quem conta é: quem é o meu público? Saber para quem se está contando muda tudo. Para crianças bem pequenas, entre três e seis anos, o mundo ainda é mágico, literal e altamente sensorial. Elas gostam de sons que se repetem, frases com ritmo, personagens cômicos e histórias que têm desfechos previsíveis, porque isso traz segurança. Quer ver um exemplo? Experimente contar A Lagarta Muito Comilona, de Eric Carle, fazendo sons engraçados a cada mordida — “nhac-nhac-nhac!” — e usando as mãos para ilustrar a barriguinha dela ficando cada vez maior. O envolvimento vem naturalmente, porque essa faixa etária adora o exagero do corpo e o som das palavras.

Já as crianças um pouco maiores, entre sete e dez anos, começam a se interessar por aventuras, dilemas simples, conflitos entre personagens, e até elementos de mistério e fantasia. Aqui, contos como O Pequeno Nicolau ou Matilda, de Roald Dahl, funcionam muito bem. São histórias que brincam com as fronteiras do real e do imaginário, mas sem perder a conexão com a infância. Vale adaptar um conto como O Leão e o Rato, por exemplo, criando um leão desajeitado que ronca como um trator e um rato que adora contar piadas — é uma forma de introduzir lições sobre empatia e respeito com muito humor.

Para adolescentes, a chave é a identificação emocional. Eles querem se ver nos conflitos, nas escolhas difíceis, nos sentimentos ambíguos. Histórias sobre injustiças, liberdade, amadurecimento, desafios internos ganham muito mais força aqui. Um clássico como O Pequeno Príncipe pode ser redescoberto sob essa perspectiva, principalmente se o foco for nas escolhas que o príncipe precisa fazer, ou nas despedidas dolorosas, como a da rosa. Pode-se adaptar o tom da narrativa, usar um vocabulário mais próximo dos jovens e até incluir metáforas visuais ou sonoras para intensificar o impacto emocional.

Quando o público é adulto, a busca é por profundidade. Histórias com reflexão, inspiração, humor ou espiritualidade são bem-vindas, desde que façam sentido. Aqui, vale trazer contos de tradição oral ou recontar fábulas com novas camadas de sentido. O conto A Parte que Falta, de Shel Silverstein, pode ser contado com uma abordagem mais filosófica, sobre incompletude e aceitação. Uma mesma história que antes foi engraçada pode agora virar provocadora — é só mudar o tom, o tempo e o olhar.

E com os idosos, o segredo está na memória afetiva. Histórias com sabor de infância, cheias de detalhes, com um ritmo mais calmo e um tom carinhoso são acolhidas com muito afeto. Não é raro que, ao ouvir um conto tradicional, como O Saci, de Monteiro Lobato, alguém diga: “Minha avó me contava isso quando eu era pequeno!”. Esse tipo de conexão transforma a experiência em algo profundamente pessoal. Por isso, uma dica valiosa é inserir elementos locais ou culturais. Dizer algo como “Vocês sabiam que essa história poderia ter acontecido aqui mesmo, nesse bairro?” gera uma sensação de pertencimento imediata.

E claro, escolher é também adaptar. Uma história pronta, como a gente lê no livro, não precisa — e muitas vezes não deve — ser contada exatamente daquele jeito. O contador é criador de experiências, não um reprodutor de textos. Isso significa ter liberdade para cortar, incluir, alterar, brincar com o conteúdo. Às vezes, você vai contar Chapeuzinho Vermelho em seis minutos porque só tem esse tempo. Então, em vez de inserir todos os personagens, você pode simplificar, fazer com que a menina e a vovó escapem sozinhas do lobo, com esperteza. O final muda um pouco, mas a mensagem essencial — o cuidado com estranhos, a coragem e a inteligência — permanece.

Outra dica prática: sempre tenha uma versão curta e uma versão longa da mesma história. Se perceber que o público está inquieto, encurte. Se sentir que estão imersos, prolongue. Um bom contador sabe ler o tempo e a energia do público, assim como um bom maestro sente a orquestra. E se você tiver liberdade para adaptar detalhes, por que não incluir nomes conhecidos pelas crianças ou expressões da cidade onde estão? Isso aproxima ainda mais. Imagine contar João e o Pé de Feijão e dizer que o castelo nas nuvens ficava bem em cima da escola deles — o encantamento é imediato.

Uma estratégia poderosa é criar finais alternativos. Em vez de sempre acabar com o “e viveram felizes para sempre”, pergunte ao público: “E se o João resolvesse plantar o feijão de novo, o que vocês acham que aconteceria?”. Essas brechas tornam o público coparticipante, e é aí que a magia acontece de verdade.

E claro, como toda arte, a contação precisa de ensaio. Conte sua história para alguém da sua confiança, para um grupo pequeno ou até para o espelho. Grave com o celular, ouça sua entonação, seu ritmo, perceba onde o público ri, se emociona ou se desconecta. Um bom contador é também um bom ouvinte — da própria voz e da reação do outro. A adaptação fina vem com esse treino.

No fim, escolher e adaptar histórias é como preparar um presente: você escolhe com cuidado, embala com atenção e entrega com o coração aberto. E se esse presente for bem escolhido, pode marcar alguém para sempre. Afinal, ninguém esquece uma boa história — especialmente quando ela parece ter sido feita sob medida para quem a ouviu. Não é verdade?

 

Como usar a voz, o corpo e as expressões para prender a atenção do público?

Contar histórias para crianças vai muito além de simplesmente ler um texto em voz alta: é um convite para transformar palavras em imagens vivas, sentimentos e emoções que ganham corpo, voz e rosto. Imagine que você abra um livro como “A Menina e o Pássaro Encantado”, de Rubem Alves, e, ao chegar na frase “Ela sussurrou seu pedido ao vento”, você abaixe o tom de voz quase ao sussurro, incline o corpo para frente como se quisesse proteger um segredo e feche os olhos por um instante, criando aquele clima de mistério infantil que faz toda a diferença.

A voz é o primeiro instrumento que os pequenos percebem: antes mesmo de entenderem cada palavra, eles captam a emoção que vem no volume, no ritmo e na entonação. Se você estiver contando “Chapeuzinho Vermelho” e chegar à parte em que o lobo se aproxima, experimente aumentar gradualmente o volume e acelerar o ritmo, falando com um tom mais grave e pausas curtas: “O… lobo… estava… cada… vez… mais… perto!” Depois, ao mudar para a voz suave e lenta da vovó, incline levemente a cabeça e reduza o volume, fazendo o contraste aguçar ainda mais a tensão.

Mas não basta mexer só na voz: o corpo todo participa do espetáculo. Quando for narrar a passagem em que o Príncipe Sapo espera que a Princesa lhe faça um beijo, como em “O Sapo de Neves”, de Ana Maria Machado, dê um passo hesitante à frente, leve as mãos ao peito num gesto de esperança e, em seguida, estenda o braço para “oferecer” o beijo imaginário. Se precisar mostrar que o sapo pula, flexione suavemente os joelhos e dê um pulo contido no lugar, como se saltasse de folha em folha. São esses movimentos, simples e simbólicos, que ajudam as crianças a visualizar a cena e a se conectar ainda mais com a narrativa.

O rosto, por sua vez, é a ponte emocional entre quem narra e quem ouve. Se a história fala de um momento feliz, como em trechos de “O Grande Rabanete”, dos Irmãos Grimm, abra um sorriso largo, levante as sobrancelhas e faça um olhar luminoso, compartilhando a alegria. Quando a narrativa se volta ao medo — imagine o momento em que Pinóquio escuta vozes estranhas na floresta, conforme “As Aventuras de Pinóquio”, de Carlo Collodi — arregale os olhos, abra ligeiramente a boca e franza o cenho, transmitindo a tensão sem precisar dizer nada a mais.

A verdadeira mágica acontece quando voz, corpo e rosto atuam em sincronia. Visualize uma cena em que um barco singra águas agitadas, como em “A Travessia”, de Tabitha Suzuma: você fala em tom firme, com leve vibração na voz, gesticula com as mãos o movimento das ondas e inclina o tronco de um lado para o outro, enquanto o olhar acompanha o horizonte imaginário, criando aquela sensação de balanço e aventura.

E não subestime o poder do silêncio. Antes de começar, pare, respire fundo e olhe para o público. Essa pausa carrega expectativa. No clímax da história, quando a princesa finalmente encontra o tesouro escondido em “O Tesouro de Washi”, de Aline Bei, faça uma pausa após “E ela abriu a caixa…” — deixe o silêncio preencher a sala por dois segundos antes de revelar “…e brilhou como mil estrelas!”. O vazio entre as frases faz a imaginação das crianças correr solta, tornando o momento ainda mais inesquecível.

Por fim, pratique sempre. Leia trechos de livros variados — de “O Pequeno Príncipe”, de Antoine de Saint‑Exupéry, a clássicos como “Peter Pan”, de J. M. Barrie — experimentando diferentes combinações de voz, gestos e expressões. Grave‑se, reveja as gravações e ajuste pequenas nuances. Com o tempo, você aprenderá a arte de contar histórias como quem pinta um quadro em movimento, envolvendo cada criança na trama e deixando a imaginação delas livre para criar mundos inteiros a partir de suas palavras.

 

Como envolver o público durante a contação e manter a atenção até o final?

Quando você começa a contar uma história, não está apenas de um lado do palco: está lado a lado com quem escuta, construindo juntos cada momento. Para fisgar a atenção em poucos segundos, esqueça o “Bom dia, vou contar…”. Experimente, por exemplo, erguer a mão e perguntar num sussurro: “Quem aqui já sentiu o coração bater tão forte que parecia querer pular pela boca?”. Nesse instante, quem ouve entra no jogo, já pensando no próprio coração acelerado. Em outra situação, ao narrar uma aventura na floresta, você pode imitar um galho quebrando com um som seco — “CRAC!” — enquanto inclina o corpo para o lado, como se tivesse acabado de pisar numa tábua podre. Esse pequeno susto cria curiosidade imediata.

Enquanto desenrola a trama, leia constantemente as reações: se as crianças abanam as pernas, talvez esteja falando demais de um trecho; se os adultos cruzam os braços e desviam o olhar, faltam nuances de voz. Por isso, varie volume, ritmo e entonação: uma voz grave ao falar do monstro, outra suave para a menina que o enfrenta; acelere o ritmo quando o herói foge, depois faça uma pausa dramática antes de revelar o que está por trás daquela porta misteriosa. Essas mudanças mantêm o cérebro em alerta, evitando que a narrativa caia na mesmice.

Para tornar a história palpável, introduza elementos-surpresa. Em determinado ponto, retire do bolso um guardanapo com um desenho de estrela cadente, como se fosse o mesmo objeto mágico da trama. Mova-se pelo espaço: se começar perto de uma criança, acrescente um sussurro mais íntimo; se avançar para o centro, fale mais alto e aberto, envolvendo todo o grupo. Essas pequenas quebras fazem cada pessoa pensar “o que vem agora?”, renovando a curiosidade.

Quando enfim chegar ao clímax — imagine a revelação de um tesouro — diminua o tom, fale num quase sussurro: “E ali, sob a luz da lua, ela encontrou…” e então faça uma pausa longa, olhando ao redor. O silêncio é a última palavra da sua história. Deixe cada um absorver o impacto antes de completar: “…o maior tesouro que se pode ter: a coragem de acreditar.” Esse final, entregue com calma e sentimento, transforma atenção em emoção.

Cuidado apenas para não forçar a participação — pedir aplausos a cada frase ou insistir em respostas contamina a naturalidade — e para não ignorar sinais de dispersão, pois basta um olhar vago para a ponte entre voz e ouvinte se romper. Equilíbrio é a chave: conduza, sem controlar demais; envolva, sem invadir o espaço emocional do outro.

Para treinar, conte a mesma história três vezes, uma para crianças, outra para adolescentes e uma para adultos. Perceba como suas escolhas de abertura, variação de voz, gestos e pausas precisam mudar de público para público. Depois, experimente criar passagens com participação planejada, como “quando eu disser ‘vento forte’, batam palmas três vezes”. Com essas práticas, sua presença, sensibilidade e espontaneidade se aguçam, mantendo a plateia colada em cada palavra até o último suspiro de silêncio.

 

Como memorizar e dominar uma história sem precisar decorar palavra por palavra?

Quando você percebe que decorar cada palavra de um texto cria um ato mecânico e cheio de nervosismo, começa a entender por que os contadores de histórias mais experientes não decoram nada: eles vivem a história. Para romper de vez essa crença limitante, o primeiro passo é mergulhar na estrutura narrativa como quem saboreia um filme na cabeça, e não como quem carrega um script para a vida inteira.

Imagine que você vai contar a fábula “O Leão e o Rato”. Em vez de tentar memorizar cada frase do texto, divida mentalmente a narrativa em quatro grandes cenas: o leão adormecido, o ratinho que o acorda, a armadilha do caçador e o resgate. Em cada cena, sinta o cheiro da selva, ouça o ronco do leão, perceba o pequeno coração do ratinho batendo apressado. Ao visualizar esses detalhes sensoriais, você guarda não palavras fixas, mas impressões vivas que nunca se perdem.

A seguir, leia o texto em voz alta como se já soubesse tudo de cor, conversando com um amigo imaginário. Depois, feche o livro e tente narrar com suas próprias palavras, preenchendo as lacunas de forma intuitiva. Se no meio do caminho você perceber um buraco, volte ao texto original para resgatar apenas o que faltou, mas sem objetivo de decorar, e sim de reforçar o próximo ciclo de visualização sensorial.

Desenhe, em seguida, um pequeno roteiro visual: um leão de lápis, um rato rabiscado, uma armadilha de estilete e um nó na corda solto. Esses ícones são checkpoints tão eficientes quanto um roteiro de cinema — bastam para acionar o fluxo narrativo. Junto com ícones, marque emoções: um rosto assustado para o ratinho, olhos fechados para o sono do leão, mãos presas para a armadilha, sorriso para o desfecho. Assim, quando você olhar para o papel, vai resgatar não apenas a ordem dos eventos, mas também a intensidade de cada momento.

No gesto, seu corpo se torna mapa e indicador de cena. Segure o chapéu na cabeça para lembrar do leão cochilando; bata levemente no peito com a mão para o susto do ratinho; segure as mãos em juntas, como se estivesse preso, para a armadilha. Esse diálogo entre mente, corpo e papel minimiza qualquer pânico de esquecimento, porque seu corpo lembra antes da sua mente racional.

À medida que for contando, deixe espaço para improvisar. Se você divergir um pouco e lançar um “sabia que isso já aconteceu comigo?”, está criando uma conexão única com o público, sem jamais trair a essência do enredo. O público desconhece o texto original, mas reconhece a verdade do momento que você compartilha.

E, por fim, não espere um dia especial para testar tudo isso: conte “O Leão e o Rato” para uma criança na fila do mercado, para um colega de trabalho durante o café ou para você mesmo sozinho no espelho. Cada vez que narrar, observe onde o público ri, se encanta ou faz perguntas: esses feedbacks serão seu guia para refinar a narrativa. Lembre-se: a segurança que você busca não vem de decorar cada palavra, mas de sentir a história pulsar dentro de você. Quando isso acontece, as palavras fluem, o corpo fala e a plateia se encanta, sem que você precise recorrer a nenhuma colinha.

 

Como criar uma história do zero e transformá-la em uma narrativa envolvente?

Criar uma história do zero pode parecer um desafio para muitos, mas a verdade é que qualquer narrativa, por mais original que seja, segue uma estrutura simples e poderosa. No Módulo 5, vamos aprender como começar do nada e construir algo envolvente, estruturado e que capture a atenção do público do início ao fim.

Toda boa história tem algumas partes essenciais. Início, meio e fim não são apenas palavras, mas os três pilares de uma narrativa que mantêm o público engajado e fazem com que ele queira saber o que vem a seguir. O segredo está em trabalhar esses três momentos de forma equilibrada.

Agora que você entende a estrutura básica, é hora de aprender como transformar uma ideia vaga em uma história completa. Um bom ponto de partida pode ser uma pergunta simples ou uma situação imaginativa. Pergunte-se:

“E se…?”

“O que aconteceria se…?”

“Qual é o maior desejo desse personagem?”

Essas perguntas geram cenários criativos e ajudam a definir o conflito da história. Uma vez que você tenha uma ideia clara do que quer contar, comece a esboçar rapidamente. Anote os principais pontos da trama: quem é o personagem, onde ele está, o que ele quer e quais obstáculos ele vai enfrentar.

Os personagens são o coração da história. Se você não se importa com o que acontece com eles, o público também não vai se importar. Aqui estão algumas dicas para construir personagens envolventes:

Motivação clara: Todo personagem tem uma razão para agir. Essa motivação pode ser interna (um desejo de mudar) ou externa (uma missão a ser cumprida). Certifique-se de que o personagem tem algo a perder ou algo que deseja muito alcançar.

Conflito interno e externo: Não basta que o personagem enfrente um vilão ou um problema físico. O verdadeiro conflito acontece dentro dele. Quais são seus medos? O que ele tem medo de perder? O que ele tem que aprender ou superar?

Transformação: O personagem deve mudar ao longo da história. Essa transformação pode ser sutil ou radical, mas ela precisa ser clara para o público. O que ele aprende? Como ele cresce?

O ambiente onde a história acontece pode ser tão importante quanto os próprios personagens. Ele ajuda a definir o tom da narrativa e a aumentar a imersão do público. Ao criar o ambiente, considere:

  1. Detalhes sensoriais: Como é o cheiro do lugar? Qual é a temperatura? O som de fundo é suave ou barulhento? Esses detalhes tornam o ambiente mais vívido e real para o público.

  2. Reflexão do conflito: O ambiente também pode refletir o conflito interno do personagem. Por exemplo, uma cidade caótica pode representar a confusão emocional de um personagem, enquanto uma floresta sombria pode simbolizar os medos internos que ele precisa enfrentar.

Em vez de simplesmente contar o que está acontecendo, mostre. O “Show, Don’t Tell” é uma técnica que envolve descrever cenas de forma vívida, permitindo que o público sinta as emoções dos personagens e imagine os cenários por conta própria. Isso cria uma experiência mais rica e engajante.

Por exemplo, ao invés de dizer “Ele estava com medo”, mostre o medo: “Seu coração batia tão rápido que ele podia sentir o sangue pulsando nas têmporas. Suor escorria pela sua testa enquanto ele se aproximava da porta escura.”; em vez de “Ela ficou feliz”, escreva: “Ela não conseguia parar de sorrir, os olhos brilhando como se o mundo inteiro tivesse se iluminado com uma única palavra.”

Ao começar a escrever sua história, é essencial organizar suas ideias. Crie um esboço básico antes de começar a desenvolver os detalhes. Isso pode ser feito com um simples esquema de capítulos ou cenas. O objetivo é ter uma ideia clara da sequência dos eventos e como cada cena contribui para o progresso da história.

Além disso, não tenha medo de fazer mudanças durante o processo. À medida que a história se desenvolve, você pode descobrir novas ideias ou ver que algo não está funcionando. A flexibilidade é essencial para criar uma história que tenha fluidez e naturalidade.

 

Como adaptar histórias para diferentes públicos e contextos?

Uma das maiores habilidades de quem domina a arte de contar histórias está justamente em conseguir moldá-las conforme quem está ouvindo e o lugar onde tudo acontece. Contar histórias, ao contrário do que muita gente pensa, não é um ato rígido, preso a um roteiro fechado e imutável. Pelo contrário: é um exercício constante de adaptação, escuta e sensibilidade. E por que isso é tão importante? Porque uma boa história, por mais bem construída que seja, só faz sentido se tocar quem está escutando, não é verdade? E pra isso acontecer, é preciso levar em conta o tipo de público, o ambiente e até o objetivo por trás da narrativa. Neste módulo, vamos mergulhar nessa arte de adaptar histórias com eficiência, sem perder sua essência – e ainda vamos entender como isso acontece na prática, com exemplos bem próximos do nosso cotidiano.

Antes mesmo de abrir a boca para começar a narrar, é essencial entender quem está diante de você. Afinal, não dá pra contar a mesma história do mesmo jeito para uma criança de 5 anos e para um grupo de executivos em um congresso, certo? O que encanta uma criança pode soar ingênuo para um adulto, e o que mobiliza um adolescente pode não ter impacto algum num público mais maduro. Cada grupo tem seu universo simbólico, seus níveis de compreensão e sua forma de se emocionar.

Para crianças pequenas, a linguagem precisa ser simples e encantadora, com personagens marcantes e cheios de carisma. Histórias que trazem animais falantes, princesas corajosas ou heróis com poderes mágicos funcionam muito bem. Um exemplo clássico é “O Grúfalo”, de Julia Donaldson, onde uma ratinha esperta engana predadores inventando um monstro. A repetição, o ritmo e a imaginação ganham destaque aqui. Um trecho que mostra isso bem é: “Um grúfalo? Que bicho é esse?” – repetido várias vezes, gera antecipação e divertimento. Histórias assim ajudam a formar valores como coragem e esperteza, sem precisar complicar demais o enredo.

Já para adolescentes, o buraco é mais embaixo. Eles são críticos, exigentes, e costumam rejeitar o que consideram “infantil”. Para cativá-los, é necessário explorar temas que dialoguem com suas inquietações, como identidade, pertencimento, liberdade, amizade ou injustiça. Um livro que ilustra bem essa abordagem é “Extraordinário”, de R. J. Palacio, onde acompanhamos o cotidiano de Auggie, um garoto com uma síndrome genética rara, e como ele enfrenta o preconceito e conquista o respeito dos colegas. A narrativa é emocional, tem conflitos reais e linguagem próxima da juventude – exatamente o que eles precisam para se conectar.

Com adultos, o leque se abre ainda mais. Aqui, o tom pode ser mais reflexivo, irônico, profundo ou até simbólico. Dá pra trabalhar com histórias mais longas, personagens complexos e múltiplas camadas de significado. Por exemplo, uma fábula clássica como “O Pequeno Príncipe” pode ser relida com um adulto não apenas como uma aventura infantil, mas como uma meditação poética sobre afeto, ego e solidão. Veja esse trecho: “O essencial é invisível aos olhos.” – uma frase simples, mas que ressoa com adultos em diferentes fases da vida.

Quando se fala com um público corporativo ou profissional, a abordagem muda de novo. O foco aqui está na clareza, objetividade e aplicabilidade. Histórias de superação, fracasso com aprendizado, erros que levaram a grandes descobertas são altamente valorizadas nesse ambiente. A narrativa precisa ilustrar conceitos, inspirar ações ou reforçar valores da empresa, como resiliência, liderança ou ética. Imagine um gestor contando a história real de como uma falha de comunicação quase levou sua equipe a perder um cliente importante – e como, ao reverem seus processos, conseguiram transformar o erro em uma nova cultura de transparência. Esse tipo de história conecta o emocional ao racional de forma eficiente.

Só que adaptar não significa distorcer ou trair a essência da história. Pelo contrário. A mensagem central precisa ser preservada. O que muda é a forma, o tom, o ritmo e o estilo. Um exemplo legal é a história de um cavaleiro medieval que luta para salvar seu reino. Para crianças, essa história pode ser contada com dragões e castelos coloridos, como em “Como Treinar o seu Dragão”. Mas, para um público adulto, esse mesmo enredo pode virar uma metáfora sobre tomada de decisões difíceis em tempos de crise. Para um grupo corporativo, ele pode se transformar numa analogia sobre enfrentar mudanças de mercado e reinventar-se para sobreviver.

O cenário e os personagens também podem e devem ser adaptados para facilitar a identificação. Uma narrativa que se passa no século XIX pode ser transportada para os dias atuais com facilidade. A chave é entender o que mantém o fio condutor da história intacto. Por exemplo, uma história sobre um jovem que atravessa oceanos para encontrar seu lugar no mundo pode ser adaptada como uma migração contemporânea, com tudo o que isso envolve – desafios, preconceitos, sonhos e pertencimento. O importante é que o público consiga se enxergar na história, mesmo que ela tenha nascido em outro tempo ou lugar.

Além disso, o tom precisa conversar com o contexto da narrativa. Em um ambiente formal, como um seminário ou palestra, o tom precisa ser respeitoso, bem articulado, com começo, meio e fim estruturados. Mas, numa roda de conversa com amigos ou em uma festa, o tom pode ser mais leve, informal, cheio de pausas, risadas e improviso. E se a história for contada em um vídeo de rede social? Aí o ritmo tem que ser rápido, direto, com impacto desde o primeiro segundo. Você tem apenas alguns instantes para capturar a atenção – e isso exige uma linguagem audiovisual envolvente, uso inteligente de cortes, sons e imagens. Pense, por exemplo, em como muitos perfis no Instagram ou TikTok contam pequenas histórias com legendas rápidas, músicas envolventes e cenas cotidianas – tudo isso faz parte da adaptação.

Agora, se a história estiver sendo contada em um contexto educacional, a narrativa precisa ensinar enquanto entretém. Isso pode ser feito usando personagens que vivenciem um conteúdo curricular. Imagine uma história em que o protagonista precisa atravessar um deserto, mas só consegue sobreviver se calcular corretamente a quantidade de água – olha a matemática entrando aí! Ou então uma fábula em que a floresta sofre com desmatamento, permitindo que as crianças entendam o impacto ambiental de forma lúdica.

Por fim, é fundamental lembrar que toda boa história precisa emocionar. E emoção não se impõe – ela se constrói com cuidado, com empatia e, muitas vezes, com humor. O humor, aliás, é uma ponte poderosa, mas precisa ser bem dosado. Uma piada que funciona num churrasco pode não cair bem numa sala de aula. Conhecer o que faz o seu público rir – seja um humor mais leve, visual, irônico ou sarcástico – é essencial. E mais ainda: saber quando usar. Uma boa gargalhada, na hora certa, abre o coração de quem escuta.

Mas o que realmente marca, o que fica, é quando a história mexe com algo interno, quando desperta uma lembrança, um sentimento, uma identificação. Se, ao adaptar uma história, você consegue fazer o outro sentir – alegria, tristeza, compaixão, raiva ou encantamento – você terá feito mais do que entreter. Você terá tocado. E é isso que transforma a contação de histórias em algo tão poderoso, tão humano e tão necessário. Entende?

 

Por fim, como envolver o público durante a performance e tornar a narrativa inesquecível?

Contar histórias é uma arte viva, pulsante e profundamente humana. E essa arte não está só nas palavras que você escolhe, mas na maneira como você as entrega. Entende? É como cozinhar: o tempero certo, o fogo no ponto, o carinho no preparo… tudo influencia no resultado final. Na contação de histórias, a mesma lógica se aplica. O brilho nos olhos, o uso do corpo, o ritmo da voz e a capacidade de criar imagens vívidas na mente de quem ouve são os verdadeiros segredos por trás de uma performance memorável. E é justamente isso que a gente vai explorar agora.

Antes mesmo de abrir a boca, o contador de histórias precisa se preparar — não só tecnicamente, mas emocionalmente também. Sabe quando você vai contar um episódio importante da sua vida e revive tudo por dentro? Pois é essa conexão que precisa existir entre você e a história. Pergunte a si mesmo: o que há de especial nesse conto? Por que ele mexe comigo? Se essa conexão for real, seu público vai sentir. Um bom exemplo disso está no clássico infantil A árvore generosa, de Shel Silverstein. A emoção do narrador é quase palpável. Imagine você contando essa história com os olhos brilhando de comoção — o público vai se deixar levar, vai se emocionar junto, entende?

Mas não é só o narrador que precisa estar preparado. O espaço também deve colaborar. Quando possível, transforme o ambiente. Um tapete no chão, luzes mais suaves, objetos cenográficos simples… tudo isso ajuda a criar uma atmosfera envolvente. Porém, mesmo em lugares mais formais, como uma sala de aula ou um auditório, pequenas atitudes fazem diferença. Um silêncio respeitoso, cadeiras dispostas em círculo ou até um fundo musical suave já mudam completamente a recepção da história. E se você tiver crianças por perto, pode até espalhar almofadas coloridas ou trazer um objeto ligado à narrativa — como uma maçã para contar Branca de Neve —, algo simples, mas que desperta a curiosidade e a imaginação.

A voz é, sem dúvida, o instrumento mais poderoso de quem conta histórias. O modo como você usa sua voz pode dar vida aos personagens, às emoções e aos ambientes. Sabe aquela história onde o personagem está fugindo pela floresta escura? Se você acelerar a fala, abaixar o tom, sussurrar palavras de tensão, o público sente o coração acelerar junto. O livro Onde Vivem os Monstros, de Maurice Sendak, é perfeito pra isso. Quando Max navega por mares selvagens, imagine aumentar o ritmo da fala e fazer uma pausa longa quando ele finalmente encontra os monstros. Essa pausa cria expectativa, faz o público quase prender a respiração. E logo depois, com uma voz grave e profunda, você pode dar vida aos monstros dizendo: “Deem início ao tumulto selvagem!”

Essa variação vocal — entre o grave e o agudo, o rápido e o lento, o alegre e o triste — permite ao público viver a história como se estivesse dentro dela. Quando a menininha de Chapeuzinho Vermelho percebe que há algo estranho na voz da avó, a pausa antes da fala do lobo (“Para te comer melhor!”) é essencial. Esses segundos de silêncio funcionam como um grito mudo, criando tensão, preparando o terreno para a surpresa.

E se a voz é essencial, o corpo completa a performance. Contar histórias é usar o corpo todo — das mãos aos pés, dos olhos ao sorriso. Seu corpo deve expressar o que as palavras não dizem. Imagine contar O Grúfalo, de Julia Donaldson. Quando o rato enfrenta o monstro, você pode abrir os braços, se inclinar para frente, adotar uma expressão desafiadora. O corpo reforça o texto. Se o personagem está com medo, você pode se encolher, recuar um passo, como se quisesse se esconder. O público lê essas mensagens mesmo sem perceber conscientemente. E esse jogo de expressões cria uma camada a mais de envolvimento.

E não é só o movimento que importa, mas também o ritmo. Caminhar pelo espaço ajuda a dar fluidez à narrativa. Em uma história de viagem ou aventura, como O Pequeno Príncipe, você pode se mover de um lado a outro, como se passasse por planetas. Mas sempre com cuidado: o movimento precisa fazer sentido. Se for aleatório, pode distrair em vez de envolver.

E aí vem uma das ferramentas mais poderosas e muitas vezes subestimadas: o olhar. O contato visual cria laços. Quando você olha nos olhos do público, especialmente em momentos emocionantes, a conexão se torna mais íntima. É como se dissesse: “Essa história é pra você.” Em uma apresentação de O Patinho Feio, por exemplo, quando o personagem percebe que é um belo cisne, olhe diretamente para as pessoas e deixe que vejam a emoção nos seus olhos. Esse momento de partilha silenciosa pode ser inesquecível.

Mas contar histórias também é pintar quadros na mente. E quanto mais sensorial for a sua descrição, mais forte será a imagem. Não diga apenas que “o castelo era bonito”. Diga que “as paredes do castelo reluziam sob o sol dourado da manhã, e a brisa trazia o cheiro das flores frescas do jardim real”. Viu a diferença? O público sente o lugar, respira o mesmo ar. Essa técnica transforma qualquer história. Em A Lagarta Muito Comilona, de Eric Carle, por exemplo, você pode narrar o que ela come com expressões exageradas e detalhes que envolvem o paladar: “Na segunda-feira, ela devorou duas peras suculentas que deixaram sua barriguinha redonda e feliz.”

Por fim, o envolvimento pode ser ampliado com pequenas interações. Você não precisa transformar sua apresentação em um espetáculo interativo cheio de perguntas, mas pode convidar o público a participar em momentos chave. Em Os Três Porquinhos, por exemplo, quando o lobo sopra a casa de palha, você pode pedir que todos assoprem junto. Ou, em João e o Pé de Feijão, perguntar “Quem aqui subiria naquele pé de feijão?”. Essas ações simples criam uma cumplicidade divertida, especialmente com crianças, e tornam a história mais viva.

No fundo, ser um bom contador de histórias é viver a história no momento em que ela é contada. É sentir cada emoção, explorar cada gesto, dar cor e forma às palavras, permitindo que o público se esqueça de onde está por alguns minutos. E isso, meu amigo, é mágico. Mas como toda magia, exige treino. Repetição. Tentativa e erro. E, principalmente, amor pela arte de contar.

Cada história contada é uma chance de transformar o dia de alguém, despertar uma memória, provocar um sorriso. E isso não se consegue só com técnica. Consegue-se com entrega. Com verdade. Porque, no fim das contas, as pessoas não lembram exatamente das palavras que você usou, mas de como elas se sentiram ao ouvi-las. E se você tocar esse sentimento — com sua voz, seu olhar, seu corpo, sua alma —, a história vai viver pra sempre dentro delas. E isso, sim, é uma performance inesquecível!

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